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Arquivos da investigação sobre Jeffrey Epstein são liberados pelo governo dos EUA

1 de 2 O presidente dos EUA, Donald Trump, durante evento na Casa Branca em 6 de novembro de 2025 — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

Na última sexta-feira (18), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornou públicos milhares de documentos relacionados à investigação do caso de Jeffrey Epstein. O bilionário, conhecido por suas relações com figuras políticas e celebridades, foi condenado por abusar de menores e por liderar uma rede de exploração sexual.

Em novembro, o Congresso dos EUA aprovou uma legislação que exige a liberação das informações sobre a investigação, sancionada pelo então presidente Donald Trump. Até o momento da atualização desta notícia, os documentos estavam sob análise do g1, e detalhes sobre novos desdobramentos nas apurações ainda não haviam sido divulgados.

Anteriormente, o vice-procurador-geral Todd Blanche comentou à Fox News que centenas de milhares de arquivos seriam disponibilizados, embora não todo o conjunto de documentos relacionados a Epstein. “Espero que, nas próximas semanas, possamos lançar mais documentos, além das centenas de milhares que já foram divulgadas hoje”, afirmou Blanche.

O Departamento de Justiça já havia avisado que nem todos os arquivos seriam divulgados na íntegra, pois alguns poderiam incluir investigações conduzidas por Trump sobre figuras do Partido Democrata ligadas a Epstein. Todas as identidades das vítimas de tráfico sexual mencionadas nos documentos também serão resguardadas.

A legislação permite que o Departamento de Justiça oculte informações pessoais das vítimas ou detalhes de investigações em andamento, mas proíbe a censura com base em “constrangimento, dano à reputação ou sensibilidade política”.

Epstein foi acusado de ter abusado de mais de 250 meninas menores de idade. O caso voltou a ser debatido neste ano, especialmente com as incertezas envolvendo a liberação dos arquivos por parte de Trump. Em novembro, o Congresso divulgou mensagens que sugerem que o ex-presidente tinha conhecimento da conduta de Epstein. Em um e-mail de 2018, Epstein mencionou que Trump “passou horas” em sua residência com uma das vítimas. A amizade entre Epstein e Trump se deu entre a década de 1990 e o início dos anos 2000. Epstein foi preso em julho de 2019 e, segundo autoridades, cometeu suicídio um mês depois, na prisão.

Pressão política

Durante sua campanha para 2024, Trump prometeu reiteradamente que, caso fosse reeleito, tornaria públicos documentos sigilosos sobre o caso. Em uma entrevista, ele chegou a dizer que era “muito estranho” que a lista de clientes de Epstein nunca tivesse sido divulgada.

Em fevereiro deste ano, o governo liberou uma série de arquivos sobre o caso, e a procuradora-geral de Trump, Pam Bondi, afirmou que uma lista de clientes estava “em sua mesa para revisão”. No entanto, o Departamento de Justiça posteriormente declarou que não havia encontrado evidências da existência dessa lista, o que frustrou muitos apoiadores de Trump, que alimentam teorias da conspiração em torno do caso — algumas delas impulsionadas pelo próprio presidente. Desde então, Trump começou a desestimar o tema, chegando a chamar de “idiota” quem ainda se preocupava com o assunto.

Tal postura aumentou a pressão política tanto da oposição quanto de membros do próprio partido de Trump para que todos os documentos fossem tornados públicos. Nos últimos meses, o ex-presidente passou a caracterizar o movimento como uma “farsa” criada pela oposição para desviar a atenção de questões como o orçamento federal.

A Casa Branca e líderes republicanos tentaram impedir que o projeto alcançasse o número necessário de assinaturas para ser discutido na Câmara, mas sem sucesso. O projeto conseguiu o suporte necessário em 12 de novembro, incluindo o apoio de deputados republicanos. Três dias depois, Trump alterou sua posição e começou a defender a aprovação da proposta, afirmando que os republicanos “não tinham nada a esconder”.

E-mails reveladores

Em 12 de novembro, o Congresso dos EUA divulgou mais de 20 mil páginas de documentos sobre a investigação de Epstein, muitos dos quais contêm e-mails trocados entre ele e seus amigos e familiares. Em uma dessas mensagens, datada de janeiro de 2019, Epstein afirmou que Trump “sabia sobre as garotas”, mencionando uma vítima cujo nome foi censurado, assim como uma referência a Mar-a-Lago, o resort do presidente na Flórida.

Em outro e-mail, de 2011, Epstein comentou com Ghislaine Maxwell, sua parceira, sobre Trump, afirmando: “Quero que você perceba que o cachorro que não latiu é Trump”. Ele ainda mencionou que uma das vítimas “passou horas na minha casa com ele… e ele nunca foi mencionado uma única vez”.

Outro documento revela Epstein ponderando sobre como deveria responder a perguntas da mídia sobre sua relação com Trump, que começava a se destacar como figura política. Para os deputados democratas, essas mensagens levantaram novas questões sobre a relação entre o presidente e Epstein. O jornal The New York Times sugeriu que Trump pode ter mais conhecimento sobre as ações de Epstein do que ele admite.

Trump, por sua vez, classificou a controvérsia em torno dos e-mails como uma “armadilha” da oposição. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os documentos provam que o presidente “não fez nada de errado”.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade