A Volkswagen está progredindo em sua estratégia de redução de despesas, conforme declarou o executivo responsável pelas principais marcas da montadora alemã em uma entrevista à mídia nesta quinta-feira (18). Ele destacou que isso inclui a diminuição do número de funcionários e a busca por economias nas fábricas do grupo na Alemanha.
De acordo com o CEO da marca, Thomas Schaefer, a empresa conseguiu reduzir os custos em suas instalações localizadas em Wolfsburg, Emden e Zwickau em média de 30%, conforme reportado à revista Auto Motor Sport. Além disso, cerca de 25.000 empregados optaram por acordos de aposentadoria parcial ou demissão, completou ele.
“Temos ainda um longo caminho pela frente, mas estamos determinados a demonstrar que é viável desenvolver e fabricar automóveis competitivos na Alemanha”, afirmou Schaefer.
Em dezembro de 2024, a Volkswagen firmou um acordo com os sindicatos que prevê uma reestruturação significativa de suas operações no país, que inclui a eliminação de 35.000 postos de trabalho até 2030, em meio à intensa concorrência de marcas chinesas de preços mais acessíveis e a uma transição para veículos elétricos mais lenta do que o esperado.
Na terça-feira (16), a Comissão Europeia decidiu não impor um rígido limite para novos carros com motores a combustão a partir de 2035, atendendo aos pedidos da Volkswagen e de outras montadoras por mais flexibilidade.
Schaefer descartou a possibilidade de incluir motores a combustão na nova linha de carros compactos das principais marcas, cujo primeiro modelo, o ID.Polo, está previsto para ser lançado no próximo ano, com um preço inicial em torno de 25.000 euros. Segundo o executivo, isso não seria viável devido às normas de emissões e representaria um custo elevado para os consumidores. “O futuro desse segmento é elétrico”, concluiu.