O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acredita que está em uma posição favorável para conquistar a vitória nas eleições de 2026. Em um café da manhã com jornalistas nesta quinta-feira (18), o petista desconsiderou as pesquisas que indicam um empate técnico entre sua taxa de aprovação e desaprovação, sugerindo que o governo ainda não demonstrou plenamente seus resultados.
Ao ser indagado sobre a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula afirmou que não se sente no direito de escolher seus adversários ou avaliá-los. “Se ele acredita que pode vencer, que se lance e participe da disputa. Não vou julgar o filho do Bolsonaro, mas a verdade é que vamos ganhar as eleições”, declarou Lula.
O presidente enfatizou que a administração ainda não apresentou suas capacidades de forma eficaz, apontando para um problema de comunicação no governo. “Se eu tivesse perguntado a meus ministros que estavam presentes ontem, tenho certeza de que muitos não estariam cientes de boa parte das informações que foram apresentadas. É fácil criticar um governo que parece ter apenas uma política”, observou o chefe do Executivo.
Uma pesquisa da Genial/Quaest divulgada na terça-feira (16) revelou que 49% do eleitorado desaprova a administração de Lula, enquanto 48% a apoiam. Apesar do empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o restante da pesquisa indica que o presidente tem uma vantagem sobre possíveis oponentes nas urnas.
No cenário de um segundo turno nas eleições gerais de 2026, Lula aparece com 46% das intenções de voto, superando Flávio Bolsonaro, que registra 36%. O levantamento ainda aponta que o petista venceria em todas as simulações de segundo turno, seja contra Flávio, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (União) ou Romeu Zema (Novo).