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Enel manifesta intenção de substituir fiação aérea por subterrânea em SP e nega intenção de abrir mão da concessão

Rovena Rosa/Agência Brasil – Arquivo

Em resposta à pressão das esferas federal, estadual e municipal para a rescisão de sua concessão, a Enel divulgou nesta quarta-feira (17) sua disposição em implementar uma grande substituição da fiação elétrica aérea por uma rede subterrânea em São Paulo. Essa mudança é vista como uma das principais alternativas pelos especialistas para mitigar os apagões que ocorrem durante tempestades e ventos fortes. Contudo, essa infraestrutura subterrânea acarreta custos elevados, que podem refletir nas tarifas de energia.

Na capital paulista, mais de 20 mil km de fiação estão instalados, mas menos de 1% dessa rede é subterrânea. Um programa municipal criado em 2017, conhecido como SP Sem Fios, conseguiu enterrar apenas 46,5 km até o momento, enquanto a gestão de Ricardo Nunes (MDB) prometeu alcançar 65,2 km até 2024.

A declaração da Enel ocorre após manifestações do ministro de Minas e Energia, do governador de São Paulo e do prefeito da capital, que indicaram a intenção de acionar a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para rescindir o contrato com a empresa. Em nota à imprensa, a Enel ressaltou que “a solução necessária exige investimentos significativos em redes resilientes e digitalizadas, além da implementação em larga escala de uma rede de distribuição subterrânea” e que a empresa está disposta a realizar esses investimentos em conjunto com as instituições pertinentes.

Entretanto, a companhia enfatizou que essa iniciativa “necessita de um plano estruturado e coordenado com as autoridades públicas” e que é crucial definir “as melhores opções para uma remuneração adequada desse investimento”.

Na última quarta-feira (10), um apagão afetou aproximadamente 2,3 milhões de residências na Grande São Paulo devido a ventos recordes, reavivando problemas de blecautes que já ocorreram nos anos de 2024 e 2025. Embora a Enel assegure que as falhas foram resolvidas, até terça-feira (16), ainda havia clientes reclamando da falta de serviço.

A concessionária reiterou nesta quarta que atende a todos os indicadores estipulados no contrato e que tem feito “avanços significativos” em relação à qualidade do serviço, conforme evidenciado pelas fiscalizações recentes da agência reguladora. “A Enel Brasil reafirma sua confiança no sistema jurídico e regulatório brasileiro para assegurar segurança e estabilidade aos investidores com compromissos de longo prazo no país”, finalizou.

Desde que assumiu a concessão em 2018, a Enel tem mencionado um investimento recorde para modernizar a rede, com um plano que prevê R$ 10,4 bilhões entre 2018 e 2027. A empresa afirma ter intensificado as manutenções preventivas e dobrado o número de podas de árvores que estão próximas à rede elétrica.

A Enel também destacou que os ventos da semana passada chegaram a quase 100 km/h, resultando em várias quedas de árvores. A empresa mobilizou até 1,8 mil equipes para os reparos na região, que abriga 18 milhões de habitantes. No entanto, esse número foi contestado por Nunes, que alegou ter observado uma quantidade bem menor de veículos da Enel nas ruas através do sistema municipal de câmeras.

Nove dias antes do blecaute, a área técnica do TCU (Tribunal de Contas da União) já havia recomendado que a Aneel considerasse a possibilidade de intervenção federal na Enel, citando que a concessionária não havia cumprido sete dos onze Planos de Resultados acordados e questionando a eficácia das punições, em razão da judicialização das multas aplicadas pela Aneel, que ultrapassam R$ 260 milhões.

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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade