A recente decisão da Mesa Diretora da Câmara, que resultou na cassação dos mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, gerou reações imediatas. Enquanto o PT celebrou a medida, a oposição denunciou um desrespeito ao Parlamento. Nas redes sociais, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, declarou que a Casa “eliminou a bancada de foragidos” e sustentou que a Mesa apenas seguiu o que estabelece a Constituição. Ele argumentou que a perda do mandato de Ramagem é uma consequência direta de sua condenação definitiva pelo STF, que resultou em uma pena superior a quatro anos. Quanto a Eduardo Bolsonaro, Farias explicou que ele foi destituído do cargo devido ao abandono de mandato, com mais de 80% de ausências. Lindbergh enfatizou que não houve motivação política na decisão. “A Mesa apenas declarou a vacância. Mandato não é proteção contra a Justiça nem licença para negligenciar as obrigações”, escreveu.
A oposição não ficou em silêncio. O deputado Cabo Gilberto, um dos líderes oposicionistas, criticou o que considera um desrespeito à vontade do plenário. “No caso do Delegado Ramagem, houve uma votação com 315 deputados. Mesmo assim, a decisão foi ignorada”, afirmou, fazendo menção também ao caso de Carla Zambelli. Para ele, o país enfrenta uma “anormalidade democrática”, onde o voto dos parlamentares perde sua relevância em meio a interferências externas. “Quando o Legislativo aceita isso, deixa de ser um Poder”, declarou. Cabo Gilberto ainda destacou que a oposição não aceitará a normalização desse cenário e continuará lutando pela soberania do Parlamento.