Os trabalhadores da Refap (Refinaria Alberto Pasqualini), localizada em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e das unidades da Transpetro no estado do Rio Grande do Sul, oficializaram sua participação na greve nacional da categoria, que teve início na segunda-feira (15). “A mobilização permanece forte, e no Rio Grande do Sul, ela será ainda mais intensificada”, destacou o Sindipetro-RS (Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul).
A greve foi instaurada por tempo indeterminado após a categoria rejeitar a segunda proposta apresentada pela Petrobras referente ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). De acordo com um comunicado da FUP (Federação Única dos Petroleiros), a proposta da empresa não abordou adequadamente os três principais pontos em discussão: a extinção dos PEDs (Planos de Equacionamento de Déficit) da Petros; melhorias no plano de cargos e salários, além de garantias contra mecanismos de ajuste fiscal; e a defesa de um modelo de negócios que fortaleça a estatal, combatendo a expansão de parcerias e terceirizações que, segundo os sindicatos, “comprometem as condições de trabalho” e facilitam privatizações.
A Petrobras, por sua vez, assegurou que a produção de petróleo e derivados não será afetada. A empresa informou que implementou medidas de contingência para garantir a continuidade das operações e reafirmou que o abastecimento de combustíveis no mercado está assegurado. “A Petrobras está comprometida em concluir as negociações do acordo na mesa de diálogo com as entidades sindicais”, declarou a companhia.