O deputado Vicentinho Junior (PP-TO) e sua esposa, Gillaynny Marjorie Duarte Borba de Oliveira, estariam envolvidos em transações de R$ 170 milhões ao longo de seis anos, utilizando uma empresa de fachada. Essa informação provém de um relatório da Polícia Federal na investigação da Operação Overclean, que já alcançou sua oitava fase e é frequentemente comparada à Lava-Jato nos bastidores.
O Blog tenta estabelecer contato com o deputado, e o espaço permanece aberto para sua manifestação.
Na fase inicial da operação, foram detidos os empresários Fábio e Alex Parente. Alex foi apreendido ao tentar embarcar em um jatinho particular com uma mala contendo R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo. No entanto, um item encontrado na aeronave é considerado ainda mais significativo pela Polícia Federal: uma planilha que contém nomes, codinomes e valores supostamente referentes a propinas.
De acordo com o relatório da PF, o nome da esposa do deputado Vicentinho está listado na planilha como “Vic”, com os valores e nomes correspondendo aos recebidos pela empresa fantasma que supostamente pertencia ao casal.
A Operação Overclean teve início com investigações na Bahia, onde a empresa Allpha Pavimentação, dos irmãos Parente, teria cometido fraudes em licitações com o Dnocs BA, estendendo suas práticas fraudulentas a outros estados por meio de uma ata de registro de preços.
Com a inclusão de nomes associados ao deputado Elmar Nascimento (União) nas apurações, o inquérito foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Flávio Dino.
Os empresários, que estão detidos desde dezembro de 2024, são considerados os líderes do esquema de fraudes em licitações que movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão. A Polícia Federal está investigando diversas empresas ligadas aos Parente em várias áreas de atuação.
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