Desde 1999, o tratado tem como objetivo estabelecer a maior zona de comércio do planeta, abrangendo cerca de 718 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 22 trilhões. Apesar das impressionantes cifras, a assinatura do acordo enfrenta obstáculos devido à oposição de nações europeias, especialmente França, Itália e Polônia, que estão preocupadas com a possível perda de mercado diante da concorrência de produtos agrícolas da América do Sul.
Na terça-feira (16), o Parlamento Europeu aprovou uma versão do pacto que inclui normas mais rigorosas de proteção ao setor agropecuário, uma exigência do governo de Emmanuel Macron para dar seu apoio às medidas comerciais. Com as novas regras, os benefícios tarifários concedidos aos países sul-americanos podem ser revogados caso a União Europeia determine que eles prejudicam o agronegócio europeu. Além disso, os parlamentares também autorizaram a realização de investigações caso as importações de determinado produto agrícola aumentem em 5% ao longo de três anos.
Lula expressou sua esperança de que o tratado seja assinado no próximo sábado, mas alertou que as negociações poderão ser encerradas se não houver progresso. “Estamos aguardando há 26 anos por esse acordo. Ele é mais vantajoso para eles do que para nós. Estou indo para Foz do Iguaçu na expectativa de que eles aceitem e não rejeitem. Contudo, se a resposta for negativa, seremos firmes com eles daqui para frente, pois já fizemos todas as concessões que a diplomacia permitiu”, finalizou.