O ministro do Turismo, Celso Sabino, foi demitido pelo presidente Lula nesta quarta-feira (17), tornando-se o 12º membro a deixar a administração petista e simbolizando a 14ª alteração nas pastas desde o início do atual mandato. Essa contagem varia em função de mudanças internas promovidas por Lula, que atualmente lidera um governo com 38 ministérios.
Gonçalves Dias foi o primeiro a se afastar, em abril de 2023, quando ocupava a chefia do GSI. Sua saída ocorreu após a divulgação de imagens que mostraram sua presença no Palácio do Planalto durante os atos de vandalismo em 8 de janeiro.
Em julho de 2023, Daniela Carneiro, então ministra do Turismo, também pediu demissão, em meio a conflitos internos dentro do União Brasil, seu partido. Ela é atualmente deputada federal e vice-líder do governo no Congresso.
Dois meses depois, Lula demitiu Ana Moser do Ministério do Esporte, em um movimento para abrir espaço para o centrão no governo. A pasta foi transferida para o PP, enquanto o Ministério dos Portos e Aeroportos foi entregue ao Republicanos. Para acomodar Márcio França, que liderava a anterior pasta de Portos e Aeroportos, Lula criou o novo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.
Em fevereiro de 2024, Flávio Dino deixou o Ministério da Justiça e Segurança Pública para assumir uma cadeira no STF, sendo substituído por Ricardo Lewandowski. Em setembro do mesmo ano, Sílvio Almeida foi demitido após denúncias de assédio sexual.
Paulo Pimenta, que estava à frente da Secom (Secretaria de Comunicação da presidência), deixou o governo em janeiro de 2025, após Lula criticar a gestão da comunicação do Executivo. Seu posto foi ocupado pelo publicitário Sidônio Palmeira, que havia sido responsável pela campanha eleitoral do presidente em 2022.
Neste mês de fevereiro, Lula também demitiu Nísia Trindade do Ministério da Saúde, nomeando Alexandre Padilha como seu sucessor. Padilha, que antes liderava as Relações Institucionais, foi substituído na articulação política do governo com o Legislativo por Gleisi Hoffmann.
Em maio, o governo enfrentou duas saídas significativas. Carlos Lupi pediu demissão do Ministério da Previdência Social, em meio a um escândalo de fraudes em benefícios do INSS, e foi sucedido por Wolney Queiroz, que atuava como secretário-executivo. Poucos dias depois, Lula destituiu Cida Gonçalves, ministra das Mulheres, devido a insatisfações relacionadas à sua gestão e acusações de assédio moral, sendo Márcia Lopes sua sucessora.
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