Uma pesquisa realizada pelo instituto Ipsos-Ipec, divulgada nesta terça-feira (16), apresenta a avaliação do governo Lula em nove diferentes áreas. O estudo revela que a proporção de pessoas que consideram negativa a atuação do presidente em política externa diminuiu de 44% para 39% entre setembro e dezembro.
Conforme Marcia Cavallari, diretora do instituto, essa redução se deve, em parte, às negociações com Donald Trump relacionadas à revogação de tarifas de 40% sobre produtos brasileiros, como carne e café, anunciada em 20 de novembro.
Os dados mostram que a avaliação negativa do governo prevalece em oito das nove áreas analisadas. Na educação, as opiniões se igualam, com 36% de avaliações positivas e negativas. Cavallari ressalta que “esses números indicam um alerta para o governo, evidenciando um desgaste na percepção da população em quase todas as áreas e a ausência de um suporte de aprovação consistente”.
A pesquisa foi conduzida entre 4 e 8 de dezembro, com a participação de 2 mil pessoas em 131 cidades, apresentando uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%.
O levantamento analisou a percepção pública sobre o governo em várias frentes, incluindo educação, combate à fome e à pobreza, desemprego, meio ambiente, saúde, política externa, segurança pública, combate à inflação e controle de gastos públicos.
Aqui estão os resultados:
– Combate ao desemprego: Ótimo ou bom: 29% (anteriormente 30%); Regular: 28% (anteriormente 27%); Ruim ou péssimo: 40% (anteriormente 41%).
– Segurança pública: Ótimo ou bom: 24% (anteriormente 26%); Regular: 26% (anteriormente 28%); Ruim ou péssimo: 47% (anteriormente 45%).
– Combate à inflação: Ótimo ou bom: 22% (anteriormente 21%); Regular: 25% (anteriormente 26%); Ruim ou péssimo: 48% (anteriormente 49%).
– Combate à fome e à pobreza: Ótimo ou bom: 31% (anteriormente 33%); Regular: 26% (sem mudanças); Ruim ou péssimo: 41% (anteriormente 40%).
– Meio ambiente: Ótimo ou bom: 27% (anteriormente 30%); Regular: 29% (sem mudanças); Ruim ou péssimo: 39% (anteriormente 38%).
– Saúde: Ótimo ou bom: 27% (anteriormente 28%); Regular: 27% (anteriormente 29%); Ruim ou péssimo: 45% (anteriormente 42%).
– Educação: Ótimo ou bom: 36% (anteriormente 38%); Regular: 26% (sem mudanças); Ruim ou péssimo: 36% (anteriormente 35%).
– Política externa: Ótimo ou bom: 27% (sem mudanças); Regular: 25% (anteriormente 23%); Ruim ou péssimo: 39% (anteriormente 44%).
– Controle de gastos públicos: Ótimo ou bom: 19% (anteriormente 21%); Regular: 24% (anteriormente 25%); Ruim ou péssimo: 50% (anteriormente 49%).