A equipe do presidente Lula interpreta a pesquisa da Quaest, divulgada na terça-feira (16), como uma conquista para o governo em 2025, que teve um início complicado mas culminou em resultados mais promissores para a administração do líder petista.
“Os dados são favoráveis para Lula, fortalecendo a candidatura de Flávio Bolsonaro, o que é benéfico para o presidente, enquanto coloca Tarcísio [de Freitas] em uma posição desfavorável”, observa um assessor da presidência.
Ele recorda que o ano começou de forma desastrosa, marcado por crises relacionadas ao PIX, fraudes nas aposentadorias do INSS e o impacto do aumento de tarifas, que afetaram negativamente a aprovação do presidente. Contudo, o governo conseguiu reverter a situação em relação ao aumento de tarifas, resultando em uma melhora no clima econômico, com a inflação dos alimentos em queda, o desemprego diminuindo e a economia se expandindo.
“É crucial vencer em 2025 para garantir uma vitória em 2026”, resume o assessor. Na perspectiva do governo, a desistência da candidatura por parte de Flávio Bolsonaro se torna mais difícil, enquanto Tarcísio deve se concentrar na reeleição em São Paulo.
A última pesquisa da Quaest, embora não tenha alcançado o objetivo de garantir uma aprovação superior à reprovação, mostrou que a situação está equilibrada: 49% dos eleitores desaprovam o governo Lula, enquanto 48% o apoiam. O momento mais crítico ocorreu em maio de 2025, quando a reprovação chegou a 57% e a aprovação apenas 40%.
A avaliação negativa também atingiu seu pico em maio, com 43% dos cidadãos considerando o governo Lula de forma negativa e apenas 26% expressando uma visão positiva.
Atualmente, em dezembro, a desaprovação caiu para 38%, enquanto a aprovação subiu para 34%, comparada aos 31% do mês anterior. A equipe de Lula afirma que, somando todas as pesquisas, a aprovação já estaria numericamente superior à reprovação, embora ainda em um cenário de empate.
Além disso, com uma presença mais intensa nas redes sociais, cresceu o número de pessoas que percebem notícias positivas relacionadas ao governo, passando de 29% para 33% entre novembro e dezembro, enquanto as notícias negativas diminuíram de 46% para 43%. Um dado encorajador para o próximo ano é que a porcentagem de pessoas que acreditam na melhora da economia aumentou de 42% para 44%, enquanto aqueles que preveem um pior cenário caiu de 35% para 33%.