Na sessão desta terça-feira (16), o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou seu voto a favor da condenação de cinco dos seis réus envolvidos no núcleo 2 do caso que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Zanin seguiu integralmente a posição do relator, ministro Alexandre de Moraes, e optou pela absolvição de Fernando de Sousa Oliveira, ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça.
Com o voto de Zanin, a Primeira Turma do STF agora está a apenas um voto de alcançar a maioria necessária para condenar cinco dos acusados do núcleo 2. Este grupo inclui ex-assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-membros do Ministério da Justiça, militares e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal.
Em relação a Marília de Alencar, ex-subsecretária do Ministério da Justiça, Zanin concluiu que não havia provas suficientes para demonstrar sua participação direta nos eventos de 8 de janeiro. Por isso, seu voto foi pela condenação dela apenas pelos crimes de organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Durante seu discurso, o ministro enfatizou que os outros réus tiveram um papel ativo na organização criminosa, detalhando as ações atribuídas a cada um, incluindo o plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que envolvia a execução de autoridades. “As evidências coletadas são claras: havia um plano em andamento, e não apenas uma discussão hipotética”, declarou Zanin. Para os demais quatro réus, ele votou pela condenação pelos seguintes crimes: