A Câmara de Arte e Cultura (Artecult) da Universidade Estadual do Ceará (Uece), que tem como objetivo reforçar as políticas culturais da instituição, foi reestabelecida na última segunda-feira (15) e iniciará suas atividades oficiais em 2026. Criada em 2013, a Câmara estava inativa desde 2019.
O anúncio do retorno da Artecult ocorreu no Auditório Central do Campus Itaperi e contou com uma apresentação especial da Orquestra Sinfônica da Uece (Osuece) e uma performance de dança do projeto SOMA, além da presença de autoridades acadêmicas e culturais.
“O principal objetivo da Artecult é desenvolver, acompanhar e apoiar a política institucional de arte e cultura da Uece, promovendo as diversas expressões artísticas da universidade”, explica o professor Pablo Manyé, que assume a presidência da Câmara.
De acordo com o professor, os principais objetivos incluem a definição e monitoramento de diretrizes sobre arte, cultura, livro e leitura na Universidade, o incentivo a grupos artísticos e culturais e a representação da Uece em órgãos públicos e instituições.
“Essa instância colegiada vai além de uma estrutura formal; ela é um espaço vital para o diálogo e a construção colaborativa, diretamente ligada à reitoria e comprometida com a promoção das atividades culturais e artísticas em nossa instituição”, enfatiza.
Segundo Pablo, a atuação da Artecult será crucial não apenas para fortalecer a “identidade acadêmica e cultural” da Uece, mas também para aproximar a instituição da comunidade.
“A Câmara de Arte e Cultura é um impulsionador de iniciativas que enriquecem a vivência universitária, criando um ambiente de reflexão, aprendizado e transformação social”, resume o presidente.
A professora Cleudene Aragão, membro da Artecult, diretora da Editora Uece (EdUece) e uma das fundadoras do órgão, menciona que a reativação vinha sendo buscada desde 2018. Naquele ano, um “primeiro movimento” foi feito: a atualização do regimento da Câmara, oficializada pela Resolução nº 1453/2018 do Conselho Universitário da Uece. A concretização desse desejo ocorreu a partir de 2024.
A pedido do Reitor Hidelbrando Soares e sob a liderança da pró-reitora de extensão, Lana Nascimento, começaram os esforços para o redesenho e recomposição da Câmara, visando celebrar os 50 anos da Uece com a reativação dessa importante instância, conforme explica Cleudene.
Ela defende a necessidade de discutir, planejar e promover os artistas e agentes culturais da universidade, garantindo que a sociedade cearense tenha acesso aos bens culturais.
A professora destaca que a Uece já conta com uma Orquestra e Banda Sinfônicas, além de diversos grupos musicais e de outras linguagens, projetos de Iniciação Artística e publicações pela EdUece e pela Secretaria da Cultura do Ceará (Secult).
Desde março deste ano, a Uece lançou várias chamadas públicas através da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) para selecionar representantes que comporão a Câmara. Atualmente, a Artecult é composta por 15 docentes, quatro servidores e dois estudantes.
A Câmara de Arte e Cultura da Uece foi oficialmente criada pela Resolução nº 1012/2013 do Conselho Universitário, durante a gestão do Professor Jackson Sampaio à frente da Reitoria. As motivações iniciais, recorda Cleudene, foram “mapear e fomentar” as ações artísticas e culturais na universidade.
“Reuniram-se artistas, pesquisadores e lideranças de equipamentos, projetos e cursos mais ligados à arte e cultura”, relembra, citando colaborações de instâncias como a Pró-Reitoria de Extensão, cursos de Letras e Música, a editora, a biblioteca, além de alunos e servidores.
Nos primeiros anos, a Artecult funcionou no prédio da editora da Uece, realizando reuniões mensais e promovendo eventos como a Mostra Cultural durante a Semana Universitária da Uece, cadastrando artistas e mapeando ações de arte e cultura nos diferentes campi.