Em um extenso relatório com quase 50 páginas, a Polícia Federal expôs os detalhes de um esquema de desvio de verbas públicas no Pará, que teria sido liderado pelo deputado federal Antônio Doido (MDB-PA). De acordo com as investigações, o grupo é acusado de ter sacado mais de R$ 48 milhões.
Os investigadores descobriram que o parlamentar utilizava a função de mensagens autodestrutivas do WhatsApp, o que limitava o acesso às conversas apenas às trocas realizadas em 4 de outubro de 2026. Contudo, a PF conseguiu recuperar algumas mensagens enviadas entre Doido e o coronel da Polícia Militar, Francisco Galhardo.
Durante a troca, o coronel compartilhou um print de outra conversa e sugeriu ao deputado a aquisição de equipamentos de comunicação via satélite, conhecidos como “kits Starlink”. Esses dispositivos seriam destinados a policiais que atuariam no interior do estado durante o final de semana, que coincidia com a véspera das eleições municipais de 2024. A PF observou que parte dos recursos desviados possuía finalidade eleitoral.
Os equipamentos teriam a função de facilitar a comunicação entre as equipes policiais, e posteriormente, o militar sugeriu que Doido utilizasse esses aparelhos após o pleito. Na manhã de hoje, a casa do deputado foi alvo de uma operação de busca e apreensão, momento em que ele supostamente arremessou seu celular pela janela.
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