Um levantamento realizado pela Genial/Quaest e divulgado nesta terça-feira (16) indicou que 54% dos participantes acreditam que Jair Bolsonaro cometeu um erro ao nomear seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como candidato à presidência em 2026. Enquanto isso, 36% dos entrevistados consideram que a escolha foi acertada, e 10% não souberam ou não quiseram opinar.
Os dados são os seguintes:
– 54% acreditam que Jair Bolsonaro fez uma escolha equivocada ao indicar seu filho.
– 36% afirmam que a indicação foi correta.
– 10% não possuem uma opinião formada ou não responderam.
O estudo ouviu 2.004 pessoas em entrevistas face a face, realizadas entre os dias 11 e 14 de dezembro, com uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%.
Antes de avaliar a indicação, a pesquisa questionou se os entrevistados estavam cientes do apoio de Jair Bolsonaro à candidatura do filho. Dos respondentes, 61% afirmaram que sabiam, enquanto 39% disseram que não tinham essa informação.
Análise da indicação de Flávio Bolsonaro segundo o posicionamento político:
– Eleitores independentes: 56% acham que Jair Bolsonaro errou, 28% acreditam que ele acertou, e 16% não souberam ou não responderam.
– Lulistas: 78% consideram que Bolsonaro errou, 16% acham que ele acertou, e 6% não souberam ou não responderam.
– Esquerda não lulista: 71% dizem que Bolsonaro errou, 22% afirmam que ele acertou, e 7% não souberam ou não responderam.
– Bolsonaristas: 78% acreditam que Bolsonaro fez a escolha certa, enquanto 16% discordam, e 6% não souberam ou não responderam.
– Direita não bolsonarista: 55% acreditam que ele acertou, 38% acham que errou, e 7% não souberam ou não responderam.
Quando questionados sobre a intenção de voto em relação à indicação de Flávio Bolsonaro:
– 62% afirmam que não votariam nele de forma alguma; 23% consideram a possibilidade de votar; 13% dizem que votariam, e 2% não souberam ou não responderam.
Sobre a intenção de voto segundo o posicionamento político:
– Lulistas: 93% não votariam de jeito nenhum; 5% poderiam votar; 1% afirmaram que votariam; 1% não souberam ou não responderam.
– Esquerda não lulista: 92% não votariam de forma alguma; 6% considerariam votar; 1% afirmaram que votariam; 1% não souberam ou não responderam.
– Eleitores independentes: 70% não votariam de jeito nenhum; 20% poderiam votar; 6% afirmaram que votariam; 4% não souberam ou não responderam.
– Direita não bolsonarista: 29% não votariam de jeito nenhum; 51% considerariam votar; 20% afirmaram que votariam; 0% não souberam ou não responderam.
– Bolsonaristas: 12% não votariam sob nenhuma circunstância; 31% poderiam votar; 55% afirmaram que votariam; 2% não souberam ou não responderam.
Entre os que consideram que Bolsonaro errou na escolha, a pesquisa perguntou quem deveria ter sido o candidato:
– Nenhum desses: 21%; Michelle Bolsonaro (PL): 19%; Tarcísio de Freitas (Republicanos): 16%; não souberam ou não responderam: 14%; Ratinho Júnior (PSD): 11%; Pablo Marçal (PRTB): 5%; Romeu Zema (Novo): 4%; Eduardo Bolsonaro (PL): 3%; Ronaldo Caiado (União): 3%; Eduardo Leite (PSD): 2%; outros nomes: 2%.
Sobre o apoio de Tarcísio de Freitas à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, os entrevistados foram questionados se consideravam que o governador de São Paulo acertou ou errou ao declarar apoio:
– 42% avaliaram que Tarcísio acertou; 42% afirmaram que ele errou; 16% não souberam ou não responderam.
Analisando por posicionamento político:
– Lulistas: 68% acreditam que Tarcísio errou; 18% afirmam que ele acertou; 14% não souberam ou não responderam.
– Esquerda não lulista: 61% consideram que Tarcísio errou; 24% afirmam que ele acertou; 15% não souberam ou não responderam.
– Eleitores independentes: 45% acham que Tarcísio errou; 31% acreditam que ele acertou; 24% não souberam ou não responderam.
– Direita não bolsonarista: 71% afirmam que Tarcísio acertou; 19% consideram que ele errou; 10% não souberam ou não responderam.
– Bolsonaristas: 85% acreditam que Tarcísio fez a escolha certa; 10% acham que ele errou; 5% não souberam ou não responderam.