O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) rejeitou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, acusado de assassinar o gari Laudemir de Souza Fernandes a tiros em Belo Horizonte. A informação foi divulgada pelo órgão nesta terça-feira (16).
Renê foi detido em flagrante no mesmo dia do crime, em 11 de agosto, na região do bairro Vista Alegre, na Zona Oeste. Durante a audiência de custódia, sua prisão foi convertida em preventiva, a qual permanece em vigor. A defesa solicitou o habeas corpus, alegando irregularidades nas ações da Polícia Militar (PM) na investigação.
Entretanto, a Procuradoria de Justiça de Habeas Corpus afirmou que não existem fundamentos para a soltura do indiciado. Segundo o Ministério Público, a defesa não conseguiu demonstrar que as alegadas falhas na apuração geraram prejuízo ao empresário. “A mera alegação de irregularidade não é suficiente. É necessário apresentar um dano concreto, o que não foi feito”, declarou a procuradora de Justiça Magali Albanesi Amaral.
Em 20 de agosto, Renê foi formalmente acusado pelo MPMG de homicídio triplamente qualificado, além de porte ilegal de arma, ameaça e fraude processual. A Justiça acatou a acusação em 15 de setembro.
Recentemente, Renê alterou sua versão sobre os eventos do crime, e, em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record, solicitada por sua defesa, passou a insinuar que a morte da vítima poderia ter sido causada por traficantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP), que atua na área do aglomerado Cabana do Pai Tomás. Ele alegou que a região é controlada pela facção, que seria extremamente perigosa, e sugeriu que a investigação deveria se concentrar na comunidade, afirmando que testemunhas o identificaram como autor do crime por medo ou por motivos financeiros, e não por ser o verdadeiro responsável pelo homicídio.