Hugo Souza está vivendo um momento de grande destaque em sua carreira no Corinthians. Após ser peça chave na vitória sobre o Cruzeiro na semifinal da Copa do Brasil, o goleiro atingiu a notável marca de dez pênaltis defendidos com a camisa do Timão. Esse desempenho chamou a atenção de clubes internacionais, incluindo o Milan, da Itália, conforme relatado pela Sky Sport. Sua fase em alta também o recolocou nos planos da seleção brasileira, consolidando sua afirmação no clube do Parque São Jorge.
Após o jogo que levou a decisão para os pênaltis na Neo Química Arena, Fabinho Soldado, executivo de futebol do Corinthians, reconheceu que a situação financeira delicada do clube pode eventualmente abrir portas para negociações, embora tenha enfatizado o desejo de manter o elenco intacto. Sobre a valorização de Hugo, o dirigente recordou o histórico do goleiro e a firmeza do clube em sua contratação, mesmo diante das críticas que surgiram na época.
“Ele teve uma formação excepcional no Flamengo, mas passou por altas e baixas no profissional. No entanto, isso não diminuiu seu talento. É preciso ter convicção e acreditar no profissional. Na época de sua contratação pelo Corinthians, enfrentamos críticas, mas confiávamos que Hugo poderia se tornar esse jogador. É claro que o mérito é todo dele. Ele se dedicou, mudou sua mentalidade e foco, e agora faz parte da Seleção. Isso atrai o interesse de grandes clubes. Recebemos sondagens”, disse Fabinho, que acrescentou: “No Corinthians, nossa intenção é a manutenção do elenco. Não atribuímos valores aos jogadores, não há um preço. Contudo, considerando a situação financeira do clube, em algum momento teremos que realizar vendas, e iremos avaliar a melhor decisão.”
Dentro de campo, Hugo voltou a se destacar. Após o triunfo por 2 a 1 no tempo regulamentar, a classificação foi decidida nas penalidades. O goleiro defendeu duas cobranças, cumprindo o que havia prometido ao time antes do apito final. “Conversei com o Lucas (Silvestre), nosso auxiliar, e ele disse: ‘Você é o cara que aparece quando precisamos. Se for para pênalti, assuma a responsabilidade, isso dará confiança ao grupo’. Após o jogo, reuni o pessoal e disse: ‘Galera, vão lá e façam os pênaltis, que eu vou pegar dois’. Não se trata de soberba, mas de autoconfiança. Eu profetizei sobre a minha própria atuação”, compartilhou Hugo na zona mista.
Um dos pênaltis defendidos foi contra Gabigol, um velho conhecido dos tempos de Flamengo. Hugo explicou que a convivência nos treinos influenciou sua leitura do lance, levando-o a confiar mais em sua intuição do que em análises de vídeo. “Decidi não estudar as cobranças dele. O conheço há anos, treinamos juntos desde 2019. Quando ele chegou ao Flamengo, já estava lá e sempre treinamos juntos. Ele deve saber disso, mas se há alguém que já defendeu um pênalti dele em treino, sou eu. Por isso, preferi não assistir aos vídeos”, completou.
Com essa atuação, Hugo se tornou o quarto goleiro com mais defesas de pênaltis na história do Corinthians, agora com dez, ficando atrás apenas de Cássio, Ronaldo Giovanelli e Gylmar. Desses, quatro foram durante o tempo regulamentar e seis em disputas de pênaltis, o que ressalta sua importância em jogos decisivos.
Classificado para a oitava final de Copa do Brasil de sua história, o Corinthians busca o tetracampeonato em dois confrontos contra o Vasco. A primeira partida está marcada para a próxima quarta-feira (17), na Neo Química Arena, enquanto o jogo decisivo ocorrerá no domingo (21), no Rio de Janeiro.