No último domingo (14), Porto Alegre se despediu do Irmão Albano Thiele, que faleceu aos 87 anos. Membro da Congregação Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs, conhecidos como Irmãos Lassalistas, ele ocupava o cargo de diretor-geral da Fundação O Pão dos Pobres em Santo Antônio, na capital gaúcha.
Com uma trajetória dedicada à educação e à inclusão social, o Irmão Albano passou mais de sessenta anos atuando na missão lassalista, empenhando-se na defesa dos direitos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e na formação de novos educadores.
Em uma nota, a Rede La Salle Brasil manifestou seu agradecimento pelo legado deixado por Irmão Albano, ressaltando que sua dedicação incansável continuará a inspirar aqueles que acreditam no poder transformador da educação.
A Fundação O Pão dos Pobres também prestou suas homenagens: “O Irmão Albano deixa uma marca indelével em todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e em toda a comunidade do Pão dos Pobres e lassalista, que se despede com gratidão por sua vida dedicada ao próximo.”
O velório teve início às 8h desta segunda-feira (15) na Capela da Fundação O Pão dos Pobres, com a missa de corpo presente agendada para as 14h no mesmo local. O sepultamento será realizado às 16h no Cemitério São Vicente, em Canoas.
Natural de Nova Petrópolis, Irmão Albano Thiele formou-se em Letras pela Universidade Católica de Pelotas e se especializou em Administração Escolar, além de formação para a Vida Religiosa e Sacerdotal. Durante sua carreira, desempenhou papéis como professor, diretor, formador e gestor em várias instituições lassalistas pelo Brasil, sempre com foco no serviço educativo aos mais necessitados.
Na Fundação O Pão dos Pobres, ele exerceu a função de diretor-geral em dois períodos: de 1977 a 1978 e de 2009 até os últimos anos de sua vida. Sua gestão foi marcada por inovações na instituição, expansão dos programas de acolhimento e formação profissional, além de um fortalecimento das políticas públicas de proteção social em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul.
Respeitado por sua integridade, calma e senso de justiça, Irmão Albano mantinha um diálogo constante com órgãos públicos, conselhos de direitos e o Ministério Público, consolidando-se como uma referência ética e social na defesa dos direitos da infância e juventude no estado.