A equipe legal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou, nesta segunda-feira (15), um novo pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ex-mandatário realize uma cirurgia de emergência e seja transferido para prisão domiciliar. No documento, os advogados destacam que “a condição de saúde do réu é grave, complexa e está em contínua deterioração. Desde a última atualização da defesa, houve uma evolução objetiva e comprovada do quadro clínico, agora respaldada por um exame de imagem recente e um novo laudo médico conclusivo, que exigem uma ação imediata”.
Bolsonaro submeteu-se a um novo exame conduzido por sua equipe médica no domingo (14), nas instalações da Superintendência da Polícia Federal, onde se encontra detido. Após a avaliação, os advogados informaram que ele apresenta duas hérnias inguinais, condição que requer cirurgia urgente.
🔎 A hérnia inguinal, também conhecida como hérnia na virilha, ocorre quando os tecidos do abdômen protrudem por uma fraqueza na parede muscular abdominal, formando um abaulamento na região. Quando essa condição afeta ambos os lados, é chamada de bilateral.
Exame solicitado pela Polícia Federal
Na última quinta-feira, o ministro Moraes também ordenou que a Polícia Federal realizasse uma perícia médica para confirmar a real necessidade da cirurgia de Bolsonaro. Na decisão, o ministro levantou a questão de que os exames apresentados pelos advogados foram realizados há mais de três meses. “Trata-se de um procedimento não invasivo, rápido, que não requer sedação ou infraestrutura hospitalar, podendo ser completamente realizado no local, garantindo assim que as imagens e laudos correspondentes sejam disponibilizados imediatamente à Polícia Federal para apoiar a perícia já determinada por Vossa Excelência”, afirma o pedido para a realização do ultrassom.
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