A diretoria do Ceará anunciou a contratação de Mozart como o novo técnico para a temporada de 2026. Recém-campeão da Série B com o Coritiba, o treinador estava disponível no mercado e assume o lugar de Léo Condé. A torcida alvinegra se questiona: o que podemos esperar do novo líder do clube?
Em uma entrevista no Charla Podcast, realizada no dia 2 de dezembro, Mozart compartilhou suas preferências táticas e abordagens que costuma implementar em seu trabalho. O Diário do Nordeste destaca algumas dessas ideias. Um dos objetivos do clube é manter 60% do elenco que participou da Série A, o que sugere uma continuidade no estilo de jogo entre Mozart e Condé.
Com 46 anos, Mozart conquistou dois acessos consecutivos nas últimas temporadas, levando Coritiba (2025) e Mirassol (2024) ao sucesso. Além disso, obteve um título e um vice-campeonato, sendo considerado um dos principais nomes para a competição. Sua saída do Coxa foi motivada pela falta de um acerto salarial.
Durante sua participação no Charla Podcast, Mozart revelou que sua formação tática favorita é o 4-3-3, um sistema que já foi adotado pelo Ceará sob a liderança de Léo Condé. Ele afirma: “Acredito que o 4-3-3 é a melhor estrutura para desenvolver jogadores, pois permite a formação de laterais, volantes, meias e atacantes, além de zagueiros que precisam ter habilidades tanto defensivas quanto ofensivas”.
Dentro dessa estrutura, Mozart também enfatizou a utilização de dois meias com características complementares. No Coritiba, o destaque foi o meia português Josué, de 35 anos, que se destacou como o melhor jogador da Série B. “Costumamos utilizar dois jogadores mais incisivos ou passadores, e um que chegue mais à frente. Historicamente, sempre formamos o camisa 10 clássico, mas espero que possamos voltar a desenvolver esse tipo de jogador, já que muitos times estão retornando ao uso de pontas”, explicou.
Além de ser campeão da Série B com o Coritiba, Mozart montou uma equipe que sofreu apenas 23 gols em 38 jogos, evidenciando a solidez defensiva que também foi uma característica do seu trabalho no Mirassol. Ele afirmou no podcast que se inspira na escola de futebol italiana: “Trabalhar a defesa de forma compacta é essencial. Para isso, é preciso ter controle de profundidade, um conceito bastante explorado na Itália, onde tive a oportunidade de vivenciar essa metodologia como jogador”.
Com uma formação europeia, Mozart possui licenças de treinador obtidas na Itália, incluindo a UEFA B e A, algo raro entre profissionais. Ele jogou por 12 anos fora do Brasil, incluindo passagens pela França e pela Itália. “Minha formação como treinador é europeia e me identifico bastante com a escola italiana. A defesa do Ceará em 2025 foi a mais sólida da Série B e, no ano anterior, no Mirassol, também foi a melhor defesa”, concluiu.