Dado Dolabella, de 44 anos, fez referência ao incidente em que agrediu Luana Piovani, de 48, e declarou que as mulheres “têm privilégios” no sistema judicial apenas por serem do sexo feminino.
O que ocorreu
Dolabella comentou que Piovani “não conseguiu apresentar provas na Justiça” contra ele, o que a leva a buscar sua “condenação social”. “Ela não conseguiu vencer em nenhuma instância, não conseguiu comprovar nada do que alegou. Assim, como não obteve o que desejava, que era uma condenação judicial, ela tenta, até hoje, uma condenação social. Já se passaram quase 20 anos e ela continua falando sobre isso, remoendo”, disse ele em uma entrevista ao canal do YouTube da Veja.
O ator afirmou que não pretende viver como um condenado, já que a Justiça não o penalizou pelo caso de agressão. “Eu quero seguir minha vida, tenho uma família, três filhos. Não posso carregar um problema por toda a vida como se fosse um criminoso, se a Justiça não me condenou. Então, como posso ser considerado um condenado? Vejo que hoje vivemos em um mundo complicado, onde, às vezes, uma situação como essa, mesmo após o julgamento, faz com que a voz da mulher tenha um peso probatório social, independentemente da decisão judicial. Se uma mulher diz algo, isso já é o suficiente.”
Ele descreveu a situação como “complicada” para os homens, pois as mulheres “têm vantagens não só na Justiça”, citando sua prisão em 2018 por dívida de pensão alimentícia como exemplo. “Quando fui preso por causa da pensão, isso é um problema no Brasil… Quando um homem faz um pedido de revisão da pensão, há uma lentidão na Justiça que pode levar anos para ser julgado. A vara de execução é mais ágil… Mas quando a mulher pede a execução da sentença, para não receber o valor previamente estabelecido, a prisão acontece mais rapidamente do que a revisão. É injusto, mesmo eu comprovando todas as minhas condições financeiras na época. Isso resultou na minha prisão.”
Dado Dolabella e Luana Piovani namoraram entre 2006 e 2008, período em que a atriz o acusou de violência doméstica. Na ocasião, ela obteve uma medida protetiva que impedia o ator de se aproximar dela.
Dado foi condenado em primeira e segunda instância com base na Lei Maria da Penha, mas a Justiça do Rio de Janeiro anulou as sentenças ao aceitar a defesa do ator, que argumentou que o relacionamento deles na época da agressão não era “domiciliar” nem “familiar”. Em 2017, o caso foi considerado extinto.
Apesar da anulação da condenação, Dado já se desculpou publicamente a Piovani por tê-la agredido. Em 2021, ele justificou sua atitude como resultado de ter “perdido a cabeça” e expressou seu arrependimento pelo ocorrido. “Luana, sinto muito! Me perdoe! Eu te amo! Sou grato! Muita paz em sua jornada”, declarou ele na época.