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Roberta Campos conquista vitória judicial contra ex-editora: “Retaliação insensata”

Roberta Campos, uma das vozes mais proeminentes da música brasileira contemporânea, se vê em meio a um conflito com sua antiga gravadora, a Solution Music, após solicitar a rescisão de seu contrato, uma ação que ela classifica como resultante de uma “retaliação insensata”. Recentemente, o álbum “4 Mãos”, fruto da colaboração com George Israel, foi removido das plataformas de streaming pela gravadora. Contudo, uma nova decisão judicial obrigou a empresa a restabelecer o álbum nas plataformas digitais.

A disputa começou quando Roberta solicitou sua saída da Solution, que administra os direitos autorais, e da Symphonic, responsável pela distribuição musical de diversos artistas. Após o rompimento do contrato, a Solution havia assegurado que as músicas permaneceriam disponíveis até que a nova empresa de Roberta assumisse a distribuição. No entanto, não houve um acordo sobre um prazo definido para essa transição — o que é usualmente de três meses —, crucial para preservar os números de audiência das faixas, que influenciam a remuneração da artista.

Após a remoção do álbum e a situação confusa, Roberta e sua advogada, Deborah Sztajnberg, tentaram um entendimento amigável, que, segundo elas, não foi aceito pelas gravadoras. A retirada das músicas foi vista como uma atitude retaliatória pela artista, que desejava mudar de empresa.

Na terça-feira (8/4), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu um efeito suspensivo, garantindo que as músicas de Roberta retornem às plataformas digitais. Além disso, a artista busca reparação por perdas e danos em decorrência da situação.

Em entrevista ao portal LeoDias, Roberta expressou sua gratidão pela decisão judicial, referindo-se à ação da Solution e da Symphonic como uma “retaliação insensata”. “Estou muito feliz e grata. Detesto injustiças, e estava bastante triste com a retirada da minha música e do álbum com o George Israel do ar. Tudo isso por uma retaliação insensata, após um rompimento contratual que respeitava todos os termos acordados”, afirmou Roberta.

Ela também compartilhou que a situação foi cruel e gerou danos emocionais e frustração, especialmente por não conseguir atender aos pedidos de seus fãs. “O sofrimento emocional, a frustração e o sentimento de impotência diante dessa crueldade perpetrada pela empresa e seu gestor são inestimáveis. Foi muito angustiante receber tantas mensagens dos fãs em busca das minhas canções e ser ignorada por essa empresa. Mas confio que a justiça fará o que é certo”, acrescentou.

Vale lembrar que a decisão judicial ainda pode ser contestada pelas empresas envolvidas. Até o fechamento desta matéria, o álbum “4 Mãos” ainda não havia retornado aos serviços de streaming.

Após o início da polêmica, em março, a Solution Music divulgou uma nota de repúdio nas redes sociais, afirmando que a retirada do catálogo da artista não foi feita de má-fé, mas sim por questões técnicas.

Na nota, a Solution Music declarou: “É importante esclarecer que George Israel não possui, e nunca teve, qualquer vínculo contratual com a Solution Music. Sua participação no projeto 4 MÃOS foi apenas como convidado de Roberta Campos. Portanto, é incorreto tentar associar seu nome à gestão contratual.”

A empresa ainda afirmou que iniciou prontamente os trâmites necessários após o pedido de rescisão da artista, mas que o processo para republicação do conteúdo nas plataformas digitais dependia de ações específicas por parte de Roberta, o que não foi realizado. “A indisponibilidade do álbum decorre exclusivamente desse contexto e não de qualquer atitude de retaliação ou má-fé por parte da empresa”, finalizou a nota, reforçando o compromisso da Solution Music com a ética e o profissionalismo nas relações com os artistas.

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