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George Henrique e Rodrigo alegam que antigo escritório os bloqueia: “Atitudes vingativas”

A dupla sertaneja George Henrique e Rodrigo compartilhou, em uma entrevista exclusiva ao portal LeoDias, que está enfrentando uma série de retaliações por tentarem encerrar o contrato com a empresa Worldshow. Os irmãos afirmam que a situação está prejudicando não apenas a carreira deles, mas também as vidas de 28 famílias que dependem diretamente do sucesso da dupla.

De acordo com os artistas, o contrato que assinaram sempre foi desvantajoso: “Os termos contratuais são totalmente desproporcionais, impondo multas exorbitantes apenas aos artistas e protegendo exclusivamente os interesses da Worldshow. Enquanto isso, nós, os artistas, ficamos sem qualquer proteção em caso de descumprimento por parte da empresa. Além disso, há uma série de obrigações claras e rigorosas para nós, enquanto a Worldshow se restringiu ao mínimo exigido na relação profissional.”

Os irmãos também expuseram que os sócios da Worldshow realizavam retiradas milionárias do caixa da empresa: “Conseguimos, em processo judicial, comprovações de que várias receitas de shows foram omitidas; inúmeros pagamentos de gravadoras não foram registrados nas planilhas, mesmo tendo sido recebidos pela Worldshow. Temos documentos que evidenciam que os sócios, exceto os artistas, faziam retiradas frequentes do caixa, na casa dos milhões, enquanto nós continuávamos recebendo salários.”

George Henrique e Rodrigo ressaltam que o ponto crítico ocorreu quando não foram incluídos em um evento da Worldshow que contava com a presença da dupla Bruno & Marrone, sendo eles os únicos outros artistas da empresa: “Estávamos há anos insatisfeitos com os resultados. O momento decisivo foi quando, durante um descanso em um hotel em São Paulo, abrimos o Instagram e vimos o Festival ‘Inevitável’, um evento promovido pelo nosso ex-escritório. Naquela época, o casting da Worldshow incluía apenas Bruno & Marrone e nós, e fomos completamente excluídos. Nem mesmo para assistir fomos convidados. Nesse instante, percebemos que não pertencíamos mais àquele lugar. Se realmente quiséssemos progredir em nossas carreiras, teríamos que deixar aquele ambiente.”

Eles ainda relataram que notaram privilégios concedidos a outros artistas que nunca estiveram disponíveis para eles sob a gestão da Worldshow: “Há muito tempo, recebíamos relatos de colegas artistas, empresários e pessoas do meio que algo não estava certo. Muitos nos viam como talentos merecedores de reconhecimento e achavam inaceitável o que estávamos ganhando. Não conseguiam entender por que, mesmo com um repertório forte e sucessos conhecidos, não aparecíamos em programas de TV, podcasts ou eventos importantes.”

“Para amigos próximos do mercado, ao discutirmos valores de nossos shows, quanto recebíamos e as condições de trabalho, eles já comentavam que havia algo muito errado. Observávamos frequentemente que outros artistas, com cachês semelhantes aos nossos, mas com repertórios muito mais limitados — e até sem um grande hit —, já estavam colhendo frutos, viajando com estruturas melhores e possuindo festivais próprios, além de bens materiais. Isso gerou em nós um crescente descontentamento e a percepção de que havia algo de errado. Contudo, nunca deixamos de acreditar no projeto e na possibilidade de mudança. Mas ficou claro que não éramos a prioridade”, concluem.

A Worldshow, quando procurada para comentar sobre as declarações, enviou uma nota através do advogado Dr. Caio Mariano, afirmando: “A Worldshow tem mais de 30 anos de experiência na gestão artística e é respeitada no mercado. Nunca tivemos problemas com nenhum dos artistas que representamos. A empresa é responsável pela carreira de Bruno & Marrone e informa que nenhum artista do nosso casting tem influência sobre a trajetória de George Henrique e Rodrigo.

Na última década, fizemos grandes investimentos no desenvolvimento da carreira da dupla, realizando centenas de shows e lançando dezenas de produtos. Apesar da parceria vigente, os artistas não estão cumprindo os contratos com a Worldshow e estão adotando medidas para impedir a continuidade da gestão de suas carreiras, evitando cumprir as obrigações contratuais. Atualmente, essa situação está sendo discutida judicialmente, onde a empresa buscará reparação por todos os danos e prejuízos causados pelos artistas e terceiros.”

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