A cantora Jojo Todynho, que está com 28 anos, foi uma das convidadas do podcast “Fala Guerrero Cast”, que foi transmitido na terça-feira (8/4). Durante a conversa, ela abordou os ataques racistas que começou a sofrer, especialmente após se manifestar como uma pessoa de direita. A artista, que já foi conhecida como funkeira, recebeu críticas e foi rotulada por muitos como “ingrata” e contraditória por expor suas opiniões políticas. No entanto, as críticas rapidamente se transformaram em algo mais sério: ataques de cunho racial. Jojo revelou que, ao perceber a gravidade da situação, optou por agir judicialmente. “Passei por muitas situações de racismo. Já registrei mais de dez processos na delegacia por crimes raciais”, contou. Ela explicou que alguns indivíduos utilizaram a função “melhores amigos” do Instagram para proferir os ataques, chamando-a de “macaca” e “desgraçada”, entre outros insultos. Jojo mencionou que recebeu prints das mensagens, mas muitos dos acusados negaram a autoria, alegando terem sido hackeados. “É uma questão de respeito. Se você defende o respeito e deseja ser respeitado, como pode não respeitar os outros?”, indagou, respondendo às críticas que recebeu por não se alinhar à esquerda política. “Só porque não sou de esquerda, isso justifica que me chamem de macaca ou vagabunda?”, desabafou. A artista ainda revelou que se conteve para não responder aos ataques de maneira mais contundente, embora tenha confessado que sentiu vontade de fazê-lo.
Jojo Todynho fala sobre os ataques racistas que enfrentou: “Estou com mais processos na delegacia”