Para Ceará, a possibilidade de um retorno do lendário “Programa Pânico” à televisão aberta é praticamente nula. Em uma conversa com o Splash UOL, o humorista, que ficou famoso por suas imitações no programa que conquistou o público nos anos 2000 na RedeTV! e Band, comentou sobre a evolução do humor e como muitas piadas daquela época não seriam apropriadas nos dias de hoje. Ele enfatizou a importância de se adaptar ao gosto da audiência contemporânea. Apesar disso, o artista não hesita em celebrar o legado do programa e revelou um anseio profissional.
“Hoje, não seria viável fazer o programa. Se fosse, ainda estaria no ar. O que mais ouço na rua é: ‘Por que o “Pânico” não retorna à TV?’. E eu respondo: ‘Amigo, os tempos mudaram’. A decisão não está em nossas mãos, mas sim na do público. Não tenho arrependimentos. É uma lição aprendida. Fizemos com boas intenções. Há coisas que faziam rir nos anos 1980 que hoje não têm o mesmo efeito. A repetição tira a graça. O humor deve evoluir”, declarou Wellington Muniz.
“Depois da segunda, quarta ou quinta vez que você escuta (uma piada), perde a graça, deixa de ser novidade. Isso é parte do discernimento, da humildade e da sabedoria de cada humorista. Não adianta querer insistir em uma piada que não faz mais sentido. É gratificante olhar para o passado sem ressentimentos. O que passou, passou. Aprendemos com isso. O programa foi um sucesso e, quer gostem ou não, as pessoas precisam respeitar isso”, acrescentou o artista, que participou do “Show dos Famosos” e atuou em sitcoms como “Vai Que Cola”, “Treme Treme” e “Xilindró”.
O sucesso do “Pânico” deve-se ao público e à dedicação de todo o elenco envolvido. Tenho um grande desejo de retornar à TV, mas não para atender às expectativas dos donos ou do público, e sim para fazer o que acredito e o que me traz prazer”, concluiu Ceará. Atualmente, o “Pânico” é um programa de rádio que também vai ao ar na TV Jovem Pan News, sob a apresentação de Emilio Surita, com a participação de Samy Dana, Daniel Zukerman, Rogério Morgado, André Alba, entre outros.