Recentemente, imagens que imitam o estilo da “Turma da Mônica” por meio de inteligência artificial se tornaram virais nas redes sociais, acompanhadas por uma tendência semelhante que solicitava a tecnologia para criar personagens no visual característico do Studio Ghibli, famoso por obras como “A Viagem de Chihiro” e “Meu Amigo Totoro”. Essa movimentação provocou uma reação imediata da Mauricio de Sousa Produções (MSP), que divulgou uma nota oficial desaprovando a utilização da IA para replicar o estilo dos quadrinhos da empresa.
“A MSP Estúdios está atenta ao crescente debate nas redes sobre o uso de ferramentas de inteligência artificial na criação de imagens e quadrinhos inspirados no universo da Turma da Mônica. Reconhecemos que esse é um caminho sem retorno: a IA é uma tecnologia poderosa que se estabelece como uma aliada em vários processos criativos dentro da indústria cultural”, afirma a declaração oficial.
Embora a empresa reconheça o potencial dessa tecnologia, ressalta que a inteligência artificial deve servir como um suporte, e não como uma substituta, para a criação artística humana. A nota enfatiza a originalidade do traço dos personagens e aponta as limitações da inteligência artificial em comparação à expressão criativa que foi desenvolvida ao longo dos anos.
Além disso, a MSP destaca que qualquer uso de elementos associados aos personagens é protegido por legislações de direitos autorais e propriedade intelectual, englobando tanto o estilo visual quanto os conteúdos elaborados ao longo de mais de sessenta anos.