Uma operação de fiscalização em Florianópolis (SC) trouxe à tona uma situação alarmante que representa um sério risco à saúde pública. As autoridades fecharam uma cozinha clandestina que fornecia alimentos para diversos carrinhos de comida irregulares localizados nas praias da capital catarinense, incluindo a famosa Canasvieiras, no Norte da Ilha.
A ação fez parte da operação Ordem na Orla, organizada pela Prefeitura de Florianópolis, e resultou na apreensão de 54 carrinhos ambulantes, marcando o maior número de interceptações nesta temporada de verão. As equipes de fiscalização conseguiram abordar os veículos antes que chegassem à areia da praia, em locais previamente monitorados.
No espaço utilizado para a preparação dos alimentos, as autoridades encontraram condições absolutamente inadequadas para qualquer tipo de manipulação alimentar. Milho estava armazenado embaixo de camas, pedaços de frango eram guardados em baldes, molhos estavam fora de refrigeração e baratas eram avistadas no ambiente. A Vigilância Sanitária descreveu a situação como extremamente precária.
A operação contou com a participação de várias equipes, incluindo a Secretaria de Segurança e Ordem Pública, a Guarda Municipal, a Vigilância Sanitária e apoio da Polícia Militar de Santa Catarina, que assegurou a segurança durante a ação e as abordagens.
Os responsáveis pela operação destacaram que o principal objetivo é combater o comércio irregular e proteger moradores e turistas de consumirem alimentos produzidos em condições insalubres, especialmente durante a alta temporada, quando o movimento nas praias aumenta consideravelmente.
Este episódio não foi isolado nesta temporada de verão. No início de janeiro, outra cozinha clandestina foi fechada na Praia de Jurerê, onde agentes encontraram um fogão ao ar livre, panelas no chão, sujeira acumulada e alimentos impróprios para consumo. Naquela ocasião, 12 carrinhos foram apreendidos e todos os produtos foram descartados.
A prefeitura anunciou que novas fiscalizações estão agendadas para o restante da temporada. As autoridades reiteram que não haverá tolerância com estruturas clandestinas e que o monitoramento das praias será contínuo para prevenir práticas que coloquem em risco a saúde pública.