Brigitte Bardot faleceu hoje, aos 91 anos. A renomada atriz francesa foi reconhecida como um verdadeiro símbolo de beleza entre as décadas de 1950 e 1970, consolidando sua imagem como um sex symbol.
De Menina Reprimida a Ícone Sexual
Filha de uma família abastada, Brigitte sentia-se frequentemente isolada e sob controle dos pais. Nascida em setembro de 1934, era carinhosamente chamada de B.B. Seu pai, extremamente exigente, limitava sua autenticidade. Com uma educação restritiva, Brigitte não teve muitos amigos durante a infância.
Desde cedo se dedicou ao balé e começou sua carreira como modelo aos 15 anos, incentivada por sua mãe. Em 1949, começou a trabalhar como modelo, e sua aparência, com cabelos loiros e um rosto encantador, rapidamente chamou a atenção, levando-a a ser capa da revista ELLE em 1950.
Com o destaque adquirido na ELLE, Brigitte teve a oportunidade de estrear no cinema aos 17 anos, no filme “Loucos por Amor”. No seu segundo longa, “Manina”, sua performance em biquíni desagradou seu pai, que chegou a acioná-la judicialmente.
Entre 1952 e 1957, ela participou de 17 produções cinematográficas, mas foi com “E Deus Criou a Mulher” que conquistou o mundo. As cenas ousadas do filme a tornaram famosa nos Estados Unidos, onde a obra foi até censurada por seu conteúdo erótico.
Bardot se tornou um ícone da libertação sexual ao protagonizar um beijo lésbico com Jane Birkin em “Se Don Juan Fosse Mulher”, em 1973. Ao longo de sua carreira, atuou em cerca de 50 filmes, sendo “La Vérité” indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1961, enquanto ela foi nomeada ao BAFTA de Melhor Atriz Estrangeira.
A notoriedade de B.B. atraía incessantemente jornalistas e fotógrafos, o que a levou a se retirar da carreira no mesmo ano do beijo com Jane. A artista, que perdeu sua privacidade, não apreciava a atenção excessiva que a fama proporcionava. Após se mudar para o sudoeste da França, nunca mais atuou, tornou-se vegetariana e dedicou-se à defesa dos direitos dos animais.