Após o êxito de “Ainda Estou Aqui” e o destaque de “O Agente Secreto” nas premiações, um novo longa-metragem nacional começa a se destacar no cenário internacional e atrair a atenção da crítica: “Precisamos Falar”. Com Alexandre Nero e Marjorie Estiano nos papéis principais, a obra já recebeu um prestigiado selo de aprovação internacional, sendo elogiada pela Variety, uma das mais renomadas publicações de entretenimento do mundo. A revista considera o filme um forte candidato para a temporada de premiações internacionais de 2026, vislumbrando até uma possível indicação ao Oscar de 2027.
Sobre a trama
Sob a direção de Pedro Waddington, conhecido pela série “Sob Pressão”, e Rebeca Diniz, “Precisamos Falar” é um thriller psicológico que adapta o aclamado best-seller “O Jantar”, do autor holandês Herman Koch, que já foi transposto para as telonas na Holanda, Itália, Estados Unidos e Coreia do Sul. A narrativa gira em torno da crise enfrentada por dois casais, Sandra (Marjorie Estiano) e Paulo (Alexandre Nero), e Celso (Emílio de Mello) e Anna (Hermila Guedes), que se veem em uma situação insustentável ao descobrirem que seus filhos adolescentes são os responsáveis por um assassinato brutal de uma mulher que estava dormindo em um caixa eletrônico. A falta de identificação dos criminosos nas imagens de segurança provoca uma comoção na mídia, mas os pais enfrentam um dilema ético angustiante: nem todos estão prontos para entregar seus filhos às autoridades.
A Variety observa que a produção vai além de um simples thriller criminal. A crítica destaca que “o tom do filme favorece discussões éticas complexas, não apenas sobre o crime e suas repercussões, mas também sobre a atual realidade política do Brasil”. Além disso, menciona que, “apesar de fazer referência à polarização pós-Bolsonaro, a obra evita uma abordagem direta sobre o ex-presidente e sua retórica de direita”, optando por uma perspectiva mais sutil e reflexiva.
O reconhecimento inicial de “Precisamos Falar” reafirma um momento excepcional para o cinema brasileiro no cenário global. Este fenômeno teve início com “Ainda Estou Aqui” (2024/2025), que não só assegurou ao Brasil sua primeira vitória na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar, mas também rendeu a Fernanda Torres o Globo de Ouro de Melhor Atriz e uma indicação ao Oscar de Melhor Filme. Atualmente, “O Agente Secreto” mantém a chama acesa, sendo considerado um forte concorrente para as próximas indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme Internacional, Melhor Roteiro Original e, potencialmente, Melhor Filme, com Wagner Moura na disputa por Melhor Ator.
Produzido pela Conspiração em colaboração com a Globo Filmes e com roteiro de Sérgio Goldenberg, “Precisamos Falar” já foi apresentado no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo em 2024. O filme continua sua trajetória por festivais internacionais, com a próxima exibição confirmada para 20 de setembro no Festival de Cinema Latino-Americano de Biarritz, na França. Embora ainda não haja uma data definida para sua estreia nos cinemas brasileiros, o burburinho internacional já coloca “Precisamos Falar” como um dos projetos nacionais mais promissores para os próximos anos.