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‘Predador: Terras Selvagens’ reinventa o ícone do caçador espacial em um espetáculo B

“Predador: Terras Selvagens” se destaca como o “O Exterminador do Futuro 2” da renomada franquia que gira em torno dessa raça feroz de caçadores intergalácticos. Desde sua estreia nos cinemas em 1987, esses antagonistas têm cativado o público, mas agora, uma de suas criaturas inverte o enredo ao assumir o papel de heroína involuntária. Com essa ousada reinterpretação, o diretor Dan Trachtenberg alcançou o que muitos cineastas tentaram por anos: transformar “Predador” em uma marca relevante e renovada.

O caminho para essa transformação, assim como o próprio alienígena, começou de forma discreta. Em 2022, enquanto o mundo começava a se recuperar dos efeitos de uma pandemia global, Trachtenberg lançou “Prey” em uma plataforma de streaming. Sem grandes alardes, o primeiro teaser apresentava dois nativos americanos sendo perseguidos por um inimigo invisível, finalizando com o som característico de uma das armas do Predador.

A surpresa rapidamente se converteu em sucesso quando o filme, conhecido como “O Predador: A Caçada” no Brasil, revelou uma narrativa ambientada na América de três séculos atrás, enriquecendo a mitologia das criaturas espaciais e ampliando sua presença na Terra. A animação “Predador: Assassino dos Assassinos”, também dirigida por Trachtenberg, expandiu ainda mais esse conceito, apresentando a ação dos caçadores em diferentes períodos históricos e revelando aspectos de sua cultura, que gira em torno de hierarquia, violência e um conceito primário de honra.

“Predador: Terras Selvagens” conclui esse ciclo ao confirmar que os verdadeiros protagonistas da franquia sempre foram os predadores, e não os humanos que enfrentam. Curiosamente, após o filme de 1987 com Arnold Schwarzenegger, a decisão de dar continuidade à saga em 1990 foi exatamente destacar o caçador como a grande estrela. Essa lição não foi aprendida em “Predadores”, de Nimród Antal, e muito menos em “O Predador”, de Shane Black, que sempre relegaram a criatura a um segundo plano, um erro que agora é corrigido.

Desde a primeira cena, “Terras Selvagens” foca na história de Dek (Dimitrius Schuster-Koloamatangi), um jovem Yautja (a espécie alienígena dos predadores) que está determinado a caçar o Kalisk, uma criatura invencível no planeta Genna, em sua primeira caçada. Após ser derrotado em um combate ritual por seu irmão mais velho, Kwei, sua morte é decretada por seu pai. Kwei decide salvá-lo ativando a nave que o levará para Genna, enquanto Dek assiste impotente o próprio líder do clã executar seu irmão.

Trachtenberg habilmente expõe a rigidez da cultura Yautja e as motivações que levam Dek a provar seu valor logo no início, permitindo que a narrativa se concentre na ação. É nesse momento que “Terras Selvagens” apresenta seu grande trunfo: Thia (Elle Fanning), uma androide em missão em Genna, que se torna parceira do jovem caçador após um confronto com o Kalisk, que a deixa avariada. Thia, misteriosa e intrigante, atua como um catalisador para Dek compreender que a linha entre presa e predador é bastante tênue.

Reinventar e estabelecer “Predador” como uma marca viável nunca foi uma tarefa simples. Cada tentativa, por mais genuína, esbarrava na expectativa de um público que muitas vezes valorizava apenas a violência extrema proporcionada pelo caçador. O que “Terras Selvagens” consegue, com mérito, é abraçar o conceito original de 1987 e expandir seu repertório. Trachtenberg demonstra uma compreensão profunda do que torna “Predador” cativante e apresenta sua visão em um produto moderno e acessível.

Assim, “Predador: Terras Selvagens” se revela um filme B sem receios, uma aventura de ficção científica que conversa não apenas com os fãs do gênero, mas que também se mostra uma opção leve e ambiciosa. Com criaturas excêntricas, ação intensa, efeitos visuais de alta qualidade e um vilão surpreendente, o filme não só enriquece o portfólio de Elle Fanning no universo sci-fi, como também conecta a série a outra franquia icônica do gênero, sem precisar de um “vs” no título.

O cinema precisa ousar para romper sua própria inércia, estabelecendo novos conflitos dentro de conceitos clássicos. “Terras Selvagens” apresenta Dek não apenas como uma máquina de matar implacável (o que ele ainda faz com eficácia), mas também como um personagem complexo que questiona a rigidez de seu inabalável código de guerra. Sem desconsiderar o instinto assassino que fez a criatura perdurar por décadas na cultura pop, este novo “Predador” finalmente se permite evoluir.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade