A atriz Keira Knightley, de 40 anos, revelou em uma recente entrevista que não tinha ciência das campanhas de boicote direcionadas a J.K. Rowling antes de aceitar o papel da professora Dolores Umbridge nas novas edições em audiolivro da famosa série Harry Potter.
Durante a conversa com o Decider, onde promovia seu novo filme da Netflix, “The Woman in Cabin 10”, no qual interpreta uma jornalista do Guardian, Knightley comentou sobre a reação dos fãs. Ela enfatizou a importância da tolerância e do respeito entre as pessoas: “Eu realmente não estava ciente disso, peço desculpas. Parece que estamos vivendo em um momento em que precisamos descobrir como coexistir. Todos nós temos opiniões distintas e espero que possamos encontrar um caminho de respeito mútuo”, disse Keira Knightley.
A atriz se juntou a um elenco renomado para as versões em audiolivro da saga Harry Potter, que conta com nomes como Cush Jumbo como narradora, Hugh Laurie como Alvo Dumbledore e Riz Ahmed interpretando Severo Snape. Esse projeto, que envolve centenas de artistas, promete proporcionar uma nova experiência auditiva aos fãs da série, ao mesmo tempo que reaviva o debate sobre a obra de Rowling e suas declarações públicas.
Os pedidos de boicote à autora ganharam força após sua reação à decisão da Suprema Corte do Reino Unido, que definiu o termo “mulher” na legislação de igualdade como aplicável apenas a mulheres biológicas, excluindo as mulheres trans. Em resposta, Rowling compartilhou uma imagem em suas redes sociais fumando um charuto, um gesto amplamente interpretado como uma celebração simbólica dessa decisão.
Recentemente, Rowling também respondeu a Emma Watson em uma discussão sobre direitos trans, afirmando que a atriz “ignora o quão ignorante ela é”. Essa declaração continuou a alimentar o debate acirrado sobre as posturas de Rowling e o impacto que elas têm na recepção de suas obras.