A franquia “Velozes e Furiosos” é amplamente reconhecida como uma das mais icônicas no gênero de ação, mas o desempenho abaixo das expectativas do último filme pode ter atrasado a produção do seu aguardado capítulo final. No entanto, essa não é a única questão problemática que permeia os bastidores dos 11 filmes da saga.
**Rivalidade entre Vin Diesel e Dwayne Johnson**
Um dos episódios mais notórios da saga foi a animosidade entre suas principais estrelas, Vin Diesel e Dwayne “The Rock” Johnson. A tensão teve início em 2016, quando Johnson, que se juntou ao elenco a partir do quinto longa, fez um desabafo em suas redes sociais, criticando a falta de profissionalismo de alguns colegas, sem mencionar nomes, mas que rapidamente foram associados a Diesel. Com o passar dos anos, a situação se deteriorou. Johnson revelou em entrevistas que existiam “diferenças fundamentais” na abordagem profissional deles e, em 2021, chamou Diesel de “manipulador” após um apelo público de Diesel que mencionava a memória de Paul Walker. Apesar de ter afirmado categoricamente que não participaria mais da franquia, a rivalidade foi recentemente resolvida, com The Rock anunciando seu retorno como Luke Hobbs em um novo filme, afirmando que ambos deixaram “o passado para trás” em prol da franquia e de seus fãs.
**Tyrese Gibson e suas questões legais**
Fora dos holofotes, outro ator do elenco principal se viu em apuros legais. Tyrese Gibson, que dá vida ao piloto Roman Pearce, foi preso em outubro sob a acusação de crueldade animal, após um de seus cães da raça mastiff atacar e matar o cachorro de uma vizinha. Gibson se entregou às autoridades após um mandado de prisão ser emitido, e seu advogado comentou que o ator estava colaborando com as investigações e expressava suas condolências à família da vítima. Além disso, ele enfrentou um episódio anterior de prisão por desacato durante uma audiência sobre pensão alimentícia para sua filha, Soraya, de 5 anos. O juiz decidiu pela prisão de Gibson após ele desobedecer uma ordem judicial de pagamento de US$ 10 mil mensais, podendo ser liberado mediante pagamento de fiança de US$ 73 mil.
**A perda de Paul Walker**
A tragédia mais impactante na história da saga ocorreu em 2013, com a morte de Paul Walker, que interpretava o querido personagem Brian O’Conner. Walker faleceu em um acidente de carro em Santa Clarita, Califórnia, enquanto era passageiro de um Porsche dirigido por seu amigo Roger Rodas, que também morreu. O veículo, que participava de um evento beneficente, perdeu o controle, colidiu com um poste e pegou fogo. A morte de Walker, que deixou uma filha de 15 anos, causou consternação mundial e levou a produção a reimaginar a trajetória da série, utilizando tecnologia de CGI para oferecer uma despedida adequada ao seu personagem.
**Futuro incerto da saga**
Os planos para concluir a saga com um filme final estão paralisados devido a um impasse criativo e financeiro. De um lado, a Universal Pictures, preocupada com os custos, busca um orçamento consideravelmente reduzido após o desempenho financeiro decepcionante de “Velozes e Furiosos 10”. Por outro lado, Vin Diesel, principal estrela e produtor, mantém exigências específicas: filmar em Los Angeles (uma cidade com custos extremamente altos), retomar o foco nas corridas de rua e, o mais complicado, “ressuscitar” digitalmente Paul Walker para uma cena final de despedida entre Dom e Brian – um processo que é não apenas caro, mas também incerto em termos de resultado. Esses anseios criativos enfrentam o desafio de que os filmes centrados em corridas foram os que menos arrecadaram, e o mercado atual é mais cauteloso em relação a grandes franquias, especialmente sem o rentável mercado russo, o que torna o retorno do investimento uma incógnita. Devido a essas divergências, o tão aguardado capítulo final ainda não recebeu a luz verde e foi retirado do cronograma de lançamentos do estúdio, deixando o futuro de “Velozes e Furiosos” em um mistério.