“GOAT”, o novo filme de terror que estreia hoje nos cinemas, tem recebido diversas críticas, com apenas 32% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes — um conhecido agregador de resenhas. No entanto, a equipe da Splash apresenta razões para que você deixe de lado as opiniões desfavoráveis e dê uma chance a essa obra.
O longa-metragem é um thriller aterrorizante que acompanha Cameron Cade, um quarterback promissor cuja carreira se vê ameaçada após um incidente violento. Sua única esperança surge quando o icônico ídolo Isaiah White oferece a ele a oportunidade de treiná-lo em um complexo isolado. Entretanto, o que inicialmente parecia uma chance de redenção rapidamente se transforma em um pesadelo, à medida que o carisma de Isaiah revela um lado obscuro, fazendo com que Cam enfrente uma espiral de confusão que o leva a questionar o verdadeiro preço de se tornar o melhor.
Jordan Peele, conhecido por suas obras impactantes no gênero de terror, está por trás da produção de “GOAT” através de sua produtora, a Monkeypaw. O cineasta, responsável por sucessos como “Corra!”, “Não, Não Olhe!” e “Nós”, também atuou como produtor em “A Lenda de Candyman”, lançado em 2021. Portanto, considerando a presença de Peele, vale a pena conferir “GOAT”.
De acordo com Peele, “GOAT” representava o projeto ideal para a Monkeypaw devido à audácia de sua ideia original. “Trata-se de abordar um tema que deveria permanecer intocado, culturalmente sagrado, e descobrir como ultrapassar essa barreira para atrair todos os públicos com esta narrativa,” afirmou o diretor em comunicado à imprensa.
O filme marca a estreia do subgênero terror esportivo, conforme anunciado pela Monkeypaw. Assim, se você é um entusiasta do terror, não pode perder a oportunidade de testemunhar o “nascimento” de algo inédito dentro deste gênero.
“Eu sou um grande fã de futebol americano, e a fusão entre esportes e terror me surpreendeu desde o início, pois parecia um desafio difícil de concretizar. No entanto, os roteiristas conseguiram algo especial — revelaram gradualmente o que eu não percebia ser aterrorizante no esporte,” comentou Jordan Peele.
A expressão G.O.A.T., que significa “The Greatest of All Time” (O Maior de Todos os Tempos), reflete uma evolução linguística na maneira de se referir a figuras de excelência. O termo substitui expressões anteriores como “Ele” (Him), “O Homem” ou “O Cara”, consolidando-se como um fenômeno cultural contemporâneo.
Win Rosenfeld, produtor da Monkeypaw, explica que “O termo ‘Ele’ tornou-se parte do zeitgeist americano atual”. Ele menciona que essa expressão representa alguém “tão transcendente, tão brilhante que não é necessário usar seu nome”. Rosenfeld acrescenta que a cultura contemporânea gira em torno de heróis, atletas e celebridades que atingem esse status singular. “Além disso, o termo possui referências bíblicas e mitológicas intrigantes, e ‘GOAT’ intencionalmente toca nessas conexões. De certa forma, o futebol americano se tornou uma espécie de espiritualidade americana.”
A análise emerge no contexto em que “GOAT” investiga esses conceitos de idolatria, excelência e os sacrifícios exigidos para alcançar o status de lenda em diversas áreas.
O diretor Justin Tipping descreveu a produção como uma crítica incisiva à cultura do esporte de massa e às exigências excessivas impostas aos atletas. “O futebol americano é, para mim, um horror corporal,” declarou Tipping. “Esta é uma história sobre o que acontece quando o atleta se transforma em mercadoria, apenas um corpo em movimento para instituições que existem unicamente para gerar lucro.”
Repleto de sangue e cenas impactantes, o filme mergulha nas facetas mais sombrias do esporte profissional, criando uma versão fantasmagórica desse universo. A trama investiga como os sacrifícios necessários para alcançar a excelência e o status de lenda não são apenas metafóricos, mas têm consequências literais e aterrorizantes.
A produção busca explorar as raízes ancestrais da obsessão contemporânea pelo entretenimento. Como questiona Peele: “Por que fazemos as pessoas se alinhar e fingir que vão para a guerra? Há algo sobre ver os melhores homens lutando até a morte, um tipo de horror profundamente humano – e o mais insano de tudo isso é que é divertido!”.
Marlon Wayans, que dá vida a Isaiah White, se manifestou em resposta às críticas negativas que o filme recebeu, defendendo o projeto. O ator ressaltou que outras produções em sua carreira, como “Inatividade Paranormal”, “As Branquelas” e “Vizinhança do Barulho”, também tiveram avaliações baixas — algumas até mais severas —, mas ainda assim alcançaram grande sucesso, tornando-se clássicos da cultura pop, como “Todo Mundo em Pânico”, que permanece na memória dos fãs de comédia e terror.
“Eu respeito os críticos. O trabalho deles é criticar e moldar nossa indústria. No entanto, uma opinião nem sempre é universal. Alguns filmes estão à frente de seu tempo. A inovação nem sempre é bem recebida, e a arte é subjetiva. Minha carreira é repleta de filmes que não foram bem avaliados pela crítica e que se tornaram clássicos. Portanto, não se deixe levar pela opinião alheia, vá assistir com seus próprios olhos. Um beijo a todos,” disse Marlon Wayans.