Os cineastas Luiz Ferraz e Rubens Crispim Jr. estão entre os trágicos falecidos na queda de uma aeronave de pequeno porte em Aquidauana, localizada na região pantaneira do Mato Grosso do Sul.
Luiz Ferraz era conhecido por sua produção de documentários e projetos de não-ficção. Ele foi o criador da série “Dossiê Chapecó: O Jogo por Trás da Tragédia”, a qual recebeu uma indicação ao Emmy Internacional. Além disso, atuou como um dos diretores da série “Tudo ou Nada: Seleção Brasileira”, que acompanhou a trajetória dos jogadores durante a Copa América de 2019. Ferraz também foi um dos fundadores da Olé Produções, responsável por importantes documentários, como “Vilanova Artigas – O Arquiteto e a Luz”, que retrata a vida do arquiteto brasileiro João Batista Vilanova Artigas, e “As Primeiras”, que narra a origem da primeira seleção feminina de futebol do Brasil.
Rubens Crispim Jr., graduado em artes plásticas pela USP, dedicou mais de duas décadas ao setor audiovisual e foi o idealizador da produtora Poseídos, especializada em filmes de arte. Desde 2017, ele compartilhava a gestão da produtora com sua esposa, a cineasta Heloisa Faria. Entre seus trabalhos, destaca-se o documentário “O Bixiga é Nosso!”, que, produzido por Luiz Ferraz, explora a história do icônico bairro paulistano e os desafios enfrentados para sua preservação como patrimônio histórico. Rubens também acompanhou a banda Bixiga 70 em suas turnês pelo Brasil e pelo exterior, resultando no documentário “Segue o Baile – Bixiga 70”.
Acidente aéreo
O acidente ocorreu na tarde de ontem, quando a aeronave, que transportava quatro pessoas, caiu. Além de Luiz Ferraz e Rubens Crispim Jr., também faleceram o piloto Marcelo Pereira de Barros e o arquiteto chinês Kongjian Yu.
As autoridades ainda não determinaram as causas do acidente, e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos foi acionado para realizar a perícia no local. A queda se deu em uma zona rural próxima a uma fazenda, e até o momento, não há informações sobre a origem ou o destino do voo. A aeronave, que operava com restrições para táxi aéreo e estava autorizada apenas para voos diurnos, apresentava uma situação de aeronavegabilidade regular, com documentação válida até dezembro deste ano.