Chris McKinnell, neto dos famosos demonologistas Ed e Lorraine Warren, compartilha sua inquietação em relação à venda do Museu Warren, afirmando: “Esses não são apenas objetos. Era o lar da minha família, a única estabilidade que tive na infância”. Em uma entrevista exclusiva ao Splash, ele criticou a controversa venda da propriedade ao comediante Matt Rife e ao youtuber Elton Castee.
“Não fui consultado sobre a transação, mesmo sendo o único membro da família que continua o trabalho investigativo e espiritual dos meus avós”, declarou Chris McKinnell ao Splash. O casal Warren, que deu origem à franquia “Invocação do Mal” e a diversos casos reais, incluindo o da célebre boneca Annabelle, agora deixa seu legado nas mãos dos novos proprietários. Rife e Castee, que se autodenominam “apaixonados pelo paranormal”, assumiram o controle do espaço por um período de cinco anos e pretendem transformá-lo em uma atração turística, oferecendo pernoites e visitas guiadas.
Após o anúncio, McKinnell se viu inundado por mensagens de preocupação, algumas delas expressando raiva e medo, questionando por que ele permitiria tal situação. “Tive que esclarecer: não participei dessas decisões”, enfatizou. “Não desejo iniciar uma disputa pública. Apenas espero que eles compreendam a responsabilidade que herdaram. Isso não é mera diversão. Estamos lidando com vidas e traumas reais.”
Em relação a Castee, que é conhecido por suas abordagens humorísticas em investigações paranormais no YouTube, McKinnell se mostra cauteloso: “Se ele aborda esses locais sem o respeito espiritual que merece, isso representa um risco real. Minha casa de infância está se transformando em uma atração.”
Sobre a boneca Annabelle, que inspirou três filmes de terror, McKinnell é enfático: “Meu avô compreendia o perigo. Annabelle nunca deveria ter saído de sua vitrine, muito menos ser levada em turnês.” Seu alerta ganha uma dimensão sombria após a morte misteriosa do investigador Dan Rivera durante a turnê Devils on the Run, que utilizava a boneca como atração.
“Se há um modo responsável de lidar com isso, Annabelle deve permanecer em um local seguro e privado, somente manuseada por pessoas com formação espiritual e psicológica. Isso não é superstição; é uma questão de segurança”, afirmou McKinnell. Ele critica a trivialização nas redes sociais: “Vejo pessoas no TikTok interagindo com Annabelle como se fosse um brinquedo. Meu avô sempre dizia: esses objetos são como eletricidade – não importa se você acredita, a descarga vem.”
Para ele, a solução seria: “Deveriam ser mantidos em vitrines à prova de balas, manipulados apenas por especialistas.” McKinnell também alerta sobre a energia do local: “Se alguém próximo visita e involuntariamente traz algo de volta, você pode sentir os efeitos. Anexos espirituais nem sempre permanecem onde começam.”
Para o herdeiro, o foco das visitas deve ser a conscientização: “O objetivo não é o medo, mas a compreensão. Esse trabalho requer respeito, não espetacularização. Zombar, provocar ou explorar forças que não compreendemos plenamente – sejam espirituais ou psicológicas – pode ter sérias consequências.”
À frente do Connecticut Paranormal Research Group, McKinnell preserva a abordagem de seus avós, em contraste com a busca por entretenimento viral dos novos proprietários. “Meu objetivo nunca foi incutir medo. Não vendo horror. Meu trabalho consiste em ajudar as pessoas a encontrar esperança e se libertar da escuridão. O melhor escudo sempre será o conhecimento, a fé e o discernimento”, conclui, reforçando o legado dos Warren.