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Emocionante, esperançoso e com uma forte mensagem social, o novo ‘Superman’ alcança novas alturas!

“Superman” é um verdadeiro triunfo! O extraordinário filme dirigido por James Gunn supera as sombras que pairaram sobre o personagem nas telas nos últimos anos, trazendo de volta um herói que encarna valores fundamentais como compaixão e empatia em uma aventura repleta de otimismo e emoção. Sem dúvida, é a melhor representação do Homem de Aço fora dos quadrinhos desde o icônico filme de 1978, que fez com que acreditássemos que um homem poderia voar.

Não é uma surpresa, considerando que o diretor, assim como fez na trilogia “Guardiões da Galáxia”, consegue equilibrar emoção e humor com maestria, criando sequências deslumbrantes que nunca parecem prolongadas ou desnecessárias.

Além disso, este “Superman” abraça a fantasia da ficção científica de maneira exuberante, apresentando um universo de superciência inspirado na Era de Prata dos quadrinhos, onde meta-humanos enfrentando monstros gigantes são apenas mais um dia comum.

O que realmente impressiona em “Superman” é a disposição do roteiro em explorar questões políticas. Isso não deveria ser uma novidade, uma vez que as melhores narrativas de fantasia são aquelas que nos fazem refletir sobre a realidade ao nosso redor – a criação do Homem de Aço em 1938 foi uma resposta de dois jovens judeus a um mundo cada vez mais complexo e ameaçador. No novo filme, as analogias servem como ferramentas para destacar a relevância do herói em um contexto obscuro.

A história se inicia logo após Superman deter uma invasão da Borávia, um país com significativa capacidade bélica, à nação vizinha de Jarhanpur. O confronto entre o Homem de Aço e o temido Martelo da Borávia nos céus de Metrópolis gera divisões na opinião pública e provoca hesitações no governo sobre como lidar com o herói.

Neste ponto, é importante notar que Superman já está em ação há três anos e se tornou uma figura pública amplamente admirada, defendendo abertamente um mundo que já reconhece sua herança kryptoniana. A aceitação da população por um alienígena vestindo uma roupa colorida que se coloca à disposição da humanidade é um desafio que não pode ser enfrentado apenas com força física.

É necessário coragem para incorporar uma narrativa que reflita os tempos geopolíticos atuais, onde um país militarmente superior invade o vizinho sob a justificativa de “fazer o bem”. Abordar essa questão sob a ótica da fantasia requer confiança, e a trama de “Superman” não hesita em explorar as consequências das ações do herói, criticadas especialmente no ambiente virtual.

Esse movimento contra o herói é arquitetado pelo magnata Lex Luthor, que apresenta ao Departamento de Defesa alternativas para lidar com Superman “caso seja necessário”. Movido por uma inveja quase patológica, Lex elabora um plano para descobrir os segredos da herança cósmica do Superman. Para isso, ele conta não apenas com um exército particular, mas também com a meta-humana Engenheira, que teve seu sangue substituído por nanitas, e o enigmático Ultraman, um adversário que pode representar um desafio à altura do Homem de Aço.

Ao optar por não recontar a origem do herói mais uma vez, James Gunn foca na dinâmica do elenco de coadjuvantes, destacando Lois Lane, que recentemente começou um relacionamento com Clark Kent e, mesmo ciente de sua identidade secreta, o incentiva a refletir sobre as consequências de suas ações em uma escala global. A intensidade desse relacionamento é tão eletrizante e envolvente quanto as cenas de ação do filme.

Nesse aspecto, “Superman” é um verdadeiro espetáculo – não apenas pela estrutura das sequências de ação, que variam do ambiente urbano de Metrópolis a paisagens alienígenas, mas também pela maneira como Gunn insere riscos e consequências em cada decisão.

Repetindo a fórmula dos filmes da era Reeve, o Homem de Aço luta não apenas por si mesmo, mas por um ideal que, muitas vezes, o leva a sacrificar sua própria integridade para garantir que ninguém se machuque durante os confrontos. Que diferença isso faz!

Não há uma única escolha equivocada no elenco cuidadosamente selecionado por Gunn. Nicholas Hoult é pura fúria como Luthor, enquanto Rachel Brosnahan captura perfeitamente a determinação inabalável de Lois Lane.

A “Gangue da Justiça”, meta-humanos financiados por outro magnata (Maxwell Lord, interpretado de forma leve por Sean Gunn), tem um tempo significativo em cena, com Nathan Fillion brilhando como Guy Gardner, Isabela Merced trazendo sutileza como a Mulher-Gavião e Edi Gathegi mostrando inteligência em vez de músculos como o Senhor Incrível.

Sem dúvida, David Corenswet é a maior surpresa de “Superman”. Assumindo um papel frequentemente desafiador, ele compreende a importância do “homem” por trás do “super”, transbordando honestidade com sua expressividade e carisma. Gunn, um excelente diretor de atores, reconheceu nele as qualidades necessárias para interpretar um personagem tão complexo como Superman, e sua intuição se mostrou correta.

Como Clark Kent, o bom moço devoto aos pais (Pruitt Taylor Vince e Neva Howell) e ao seu amor por Lois, Corenswet emana uma aura solar que também brilha quando se transforma no Homem de Aço, mostrando uma retidão que ressoa em momentos de reflexão sobre seu papel e missão. Esse equilíbrio delicado requer um ator com um amplo alcance dramático e um imenso carisma – características que ele possui em abundância, com nobreza e bom humor.

Os elementos que compõem “Superman” conseguem o que parecia impossível: tornar relevante e necessária a figura de um herói que defende valores “anacrônicos”. Curiosamente, nenhum dos dilemas que Gunn apresenta é inédito.

Desde sua criação, o Homem de Aço é um imigrante, um visitante que abraça sua humanidade – não apenas na herança do garoto criado em uma fazenda no Kansas, mas como alguém que reconhece injustiças e decide agir.

Ao respeitar os princípios fundamentais que garantiram sua longevidade ao longo de quase nove décadas, “Superman” finalmente se torna o filme que o personagem merece, uma aventura moderna, emocionante e ousada que entrelaça a sensibilidade do novo milênio com os elementos mais fantásticos do legado do herói.

James Gunn resgata o verdadeiro Homem de Aço, afastando-o das trevas e aproximando-o do Sol: “Superman” nos faz olhar para o alto e voltar a acreditar. Afinal, quem sair do cinema sem desejar um Krypto para chamar de seu já se esqueceu de como sonhar!

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade