AO VIVO: Rádio JMV
--:--
26°C ☀️ Ensolarado
USD R$ --
BTC $ --
JMV News
Programa Atual
JMV News - Notícias e Atualizações em Tempo Real 24 horas
As cinco pousadas mais bem avaliadas para hospedagem em Belo Horizonte • Maria Fumaça em Minas Gerais amplia sua programação durante as férias de julho • Mãe de Kris Jenner, Mary Jo Shannon, falece aos 91 anos • Pratos de restaurante que podem ser facilmente preparados em casa • Imagens da nova coleção de camisas do Cruzeiro são divulgadas na internet • Atlético Mineiro prestará homenagem a oito cronistas esportivos na Galeria da Memória Atleticana • Hailey Bieber exibe topless em campanha publicitária e recebe elogios nas redes sociais • “Eu Sou o Rocky”: Trailer do filme sobre a criação de “Rocky” é divulgado • Ex-participante do MasterChef inicia venda de doces em Santo André após dificuldades financeiras • Cemitério do Bonfim promove visita guiada sobre ídolos do esporte em Belo Horizonte • As cinco pousadas mais bem avaliadas para hospedagem em Belo Horizonte • Maria Fumaça em Minas Gerais amplia sua programação durante as férias de julho • Mãe de Kris Jenner, Mary Jo Shannon, falece aos 91 anos • Pratos de restaurante que podem ser facilmente preparados em casa • Imagens da nova coleção de camisas do Cruzeiro são divulgadas na internet • Atlético Mineiro prestará homenagem a oito cronistas esportivos na Galeria da Memória Atleticana • Hailey Bieber exibe topless em campanha publicitária e recebe elogios nas redes sociais • “Eu Sou o Rocky”: Trailer do filme sobre a criação de “Rocky” é divulgado • Ex-participante do MasterChef inicia venda de doces em Santo André após dificuldades financeiras • Cemitério do Bonfim promove visita guiada sobre ídolos do esporte em Belo Horizonte •

‘Bailarina’: Ana de Armas brilha em uma narrativa de vingança insatisfatória

Refletindo os tempos atuais, o cinema, em sua essência, parece ter perdido a simplicidade de ser apenas um filme. Hoje, é comum que as produções busquem se transformar em séries, franquias ou até mesmo em universos expansivos. Esse movimento não é, à primeira vista, algo negativo, desde que a essência dos elementos iniciais seja mantida. No entanto, nem sempre essa harmonia é alcançada.

Um exemplo disso é “Bailarina”, o spin-off da famosa série “John Wick”. O filme original, lançado em 2014 e estrelado por Keanu Reeves, estabeleceu uma mitologia intrigante sobre assassinos operando à sombra da sociedade. Em contraste, este derivado, liderado por Ana de Armas, abandona o subtexto sobre o frágil equilíbrio de poder no submundo do crime e se reduz a uma história de vingança bastante clichê.

A falta da energia vibrante do diretor Chad Stahelski, responsável pelos quatro filmes de “John Wick”, é notável. Stahelski conseguiu criar um mundo fascinante, onde as cenas de ação não eram apenas visuais, mas também se entrelaçavam de forma coerente à narrativa.

No comando de “Bailarina”, temos Len Wiseman, um cineasta que ganhou notoriedade com a série “Anjos da Noite” e que teve bons momentos em “Duro de Matar 4.0”. Porém, sua carreira também inclui deslizes, como no remake de “O Vingador do Futuro”. Wiseman é um diretor competente, mas carece de um estilo marcante ou de um senso de urgência.

Esse filme parece clamar por uma visão que o diferencie do convencional no gênero de ação. Ana de Armas interpreta Eve Macarro, uma jovem treinada para ser assassina desde a infância, após testemunhar a morte de seu pai, um profissional da área, pelas mãos de uma Guilda rival. Sua jornada começa sob a tutela da diretora da Ruska Roma, interpretada por Angelica Huston.

No entanto, em sua primeira missão, Eve descobre pistas que a levam ao assassino de seu pai. Determinada a vingar-se, ela embarca em uma jornada solitária que pode desestabilizar a hierarquia entre as facções criminosas, levando sua própria Guilda a enviar John Wick como o agente para eliminá-la.

Ana de Armas exala carisma e, mesmo que não consiga ser reconhecida como a nova musa do gênero, faz o possível para sustentar uma narrativa que, por si só, carece de coerência, mesmo dentro do absurdo universo de “John Wick”. A presença de elementos mais conhecidos da série, como o hotel Continental e os personagens de Ian McShane e do falecido Lance Reddick (aqui em sua última atuação), ajuda a conectar o filme a um contexto mais amplo, mas não oculta a intenção comercial por trás do projeto.

O que resta são sequências de ação que, embora bem executadas, funcionam mais como exibições de pirotecnia do que como elementos de construção dramática. Acompanhamos Ana de Armas lutando contra capangas em uma boate (em uma missão sem sentido), nos corredores do Continental, nas ruas de Praga e, por fim, em um remoto vilarejo no Leste Europeu, com a cidade inteira se voltando contra ela.

A produção de “Bailarina” enfrentou desafios, com o lançamento sendo adiado por um ano e Stahelski assumindo a direção de cenas adicionais que trouxeram mais ação e contexto à história. Essa falta de sincronia se torna evidente na aproximação do clímax, onde as sequências parecem mais bem elaboradas – incluindo a participação de Keanu Reeves como John Wick, que, apesar de sua aparição aleatória, traz um toque de charme. Para aqueles que buscam apenas entretenimento passageiro, isso pode ser suficiente.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade