A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conquistou o limite máximo de aprovações previstas no edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) voltado para centros temáticos, demonstrando sua forte atuação em pesquisa e desenvolvimento de inovação. Lançada em 2025 e com submissões realizadas em 2026, a chamada estabelecia uma cota de até duas propostas aprovadas por eixo temático, com o objetivo de fortalecer projetos estratégicos na área de saúde e tecnologia digital. A instituição submeteu ao todo nove propostas, das quais quatro foram aprovadas, atingindo o limite máximo permitido em dois desses eixos: Complexo da Saúde e Transformação Digital.
No eixo dedicado ao Complexo da Saúde, a Fiocruz teve duas propostas aprovadas, ambas dentro do limite de recursos estabelecido pelo edital. Uma delas envolve pesquisa em biofármacos produzidos em células de mamíferos, conduzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), no âmbito do Complexo Tecnológico em Insumos Estratégicos (CTIE). A outra é do Instituto Gonçalo Moniz (IGM/Fiocruz Bahia), com foco na criação de um Centro Avançado para o Desenvolvimento de Terapias Inovadoras para Leishmanioses, uma doença de grande impacto na saúde pública brasileira.
Já na linha temática de Transformação Digital, também foi aprovada uma proposta da Fiocruz, atingindo o limite máximo de projetos permitidos pelo edital. Os projetos contemplados nesta área envolvem a Plataforma Multidisciplinar de Inteligência Artificial Multimodal e Computação Científica, desenvolvida pela Fiocruz Ceará, voltada para a transformação digital baseada em dados complexos. Além disso, o Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná) foi contemplado com o projeto Desbravar, que visa a integração de dados genômicos heterogêneos de seres humanos, fortalecendo a pesquisa em saúde digital.
O resultado reforça a capacidade de articulação institucional da Fiocruz, que, segundo a vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas, Alda Maria da Cruz, é fruto de um esforço de mobilização e cooperação entre suas unidades. Ela destacou que a conquista de quatro projetos aprovados é uma realização inédita, consequência de um trabalho de articulação entre a Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas, as unidades da fundação e a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec). Essa parceria visa ampliar a participação da instituição em chamadas estratégicas de financiamento, potencializando suas capacidades de pesquisa e inovação.
A vice-presidente também ressaltou que esse resultado demonstra a qualidade das propostas apresentadas e evidencia a importância de uma atuação institucional integrada. “Este resultado é fruto de um trabalho articulado entre a VPPCB, as unidades e a Fiotec, que envolveu mobilização, identificação de oportunidades e apoio à participação institucional em uma chamada estratégica para a pesquisa e a inovação. Alcançar o limite máximo de projetos que poderiam ser contratados em dois eixos do edital demonstra a força das competências existentes na Fiocruz e a importância de atuarmos de forma integrada para transformar essas capacidades em novas oportunidades de financiamento e fortalecimento da pesquisa institucional”, afirmou.
Os projetos aprovados representam um investimento conjunto de aproximadamente R$ 37 milhões, reforçando a posição da Fiocruz como uma das principais instituições de pesquisa, desenvolvimento e inovação no Brasil. A aprovação também evidencia a relevância e a excelência das propostas submetidas, além de demonstrar a capacidade da instituição de mobilizar competências e transformar conhecimento científico em ações de impacto social.
Marcia Perdonati, coordenadora das submissões pela Fiotec, destacou que a conquista está relacionada a um trabalho estratégico de identificação de oportunidades e de suporte às equipes na elaboração das propostas. Ela explicou que a atuação da equipe envolveu uma busca ativa por projetos alinhados ao escopo do edital e o apoio na construção e aprimoramento das propostas, especialmente na adequação aos critérios de avaliação de mérito. Segundo ela, esse esforço conjunto foi fundamental para aumentar a competitividade das propostas e garantir a obtenção dos recursos.
Nos últimos meses, outras iniciativas de captação de recursos junto à Finep têm ganhado força, ampliando as oportunidades de financiamento para projetos estratégicos da Fiocruz. Entre essas ações, estão reuniões realizadas entre a Fiotec, unidades da fundação e empresas parceiras, com o objetivo de estruturar e viabilizar a submissão conjunta de propostas aos editais Finep Mais Inovação Saúde – Empresas (Rodada 2) e Mais Inovação Tecnologias Digitais – Empresas (Rodada 2). Como resultado, propostas foram submetidas pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e pela Bio-Manguinhos, ambas voltadas à área da saúde. Para o setor de Tecnologias Digitais, está prevista, até 30 de setembro, a submissão de uma proposta pelo estado do Ceará, visando ampliar a participação das unidades da Fiocruz em oportunidades de financiamento oferecidas pela Finep.
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