Morena Mariah, de 35 anos, revelou que teve um encontro inesperado com o homem que a abusou no passado.
O que ocorreu
A pesquisadora se deparou com seu agressor durante um evento realizado no início desta semana. “Ontem, enquanto celebrava o lançamento de um livro de um amigo muito querido, encontrei o homem que me agrediu na vida adulta. Curiosamente, eu usava a mesma roupa vermelha que vesti no meu aniversário de 25 anos, em 2016 — uma das últimas ocasiões em que estive com ele”, compartilhou a filha de Solange Couto, de 69 anos, em seu Instagram.
Ela mencionou que conheceu outras vítimas do mesmo agressor, mas todas desistiram de denunciá-lo devido à falta de evidências. “Esse homem, depois de mim, feriu pelo menos mais três mulheres, que me procuraram e formaram um grupo comigo anos atrás para discutir a possibilidade de apresentarmos uma denúncia. No entanto, desistimos, pois em todos os casos, não havia testemunhas ou provas. É a nossa palavra contra a dele.”
Morena observou que o homem demonstrou desconforto ao encontrá-la. “Ontem eu estava bem, vivendo minha vida, celebrando a felicidade de alguém que prezo, e vi esse homem — um covarde — se retirar do espaço público assim que me avistou. Ele sabe o que fez.”
Por outro lado, ela enfatizou que não sentiu qualquer embaraço ao estar na presença do criminoso. “Eu sempre soube quem sou e como me comporto, não senti um pingo de medo ou vergonha. Não tenho nada do que me envergonhar, nada do que me ocultar. Além disso, tenho fé na espiritualidade e na justiça que vem de cima.”
Se você testemunhar um ato de violência contra mulheres, entre em contato com o número 180 e faça a denúncia. Os casos de violência doméstica são, na maioria das vezes, perpetrados por parceiros ou ex-parceiros, mas a Lei Maria da Penha também se aplica a agressões cometidas por familiares.
As denúncias podem ser feitas pelo número 180 — a Central de Atendimento à Mulher, que opera em todo o país e no exterior, 24 horas por dia, com chamadas gratuitas. O serviço oferece orientação de profissionais e encaminhamentos para proteção e suporte psicológico. Também é possível contatar pelo WhatsApp no número (61) 99656-5008.
Outra opção é o Disque 100, que investiga violações dos direitos humanos. Além disso, o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) estão disponíveis. Vítimas de violência doméstica podem realizar denúncias até seis meses após o ocorrido. Caso se sintam em perigo, as vítimas podem solicitar uma medida protetiva de urgência.