A morte da influenciadora Isabel Veloso, aos 19 anos, gerou grande comoção nas redes sociais na manhã deste sábado, dia 10. A triste notícia foi compartilhada pelo marido de Isabel, Lucas Borbas, em uma postagem no Instagram.
Isabel ganhou notoriedade ao documentar sua jornada de tratamento contra um câncer terminal na internet. Em 2021, ela foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin e, desde então, passou por anos de cuidados paliativos. Em maio de 2025, surpreendeu muitos ao anunciar que a doença estava em remissão, desafiando as expectativas de diversos médicos, e em outubro, realizou um transplante de medula. Tanto seu pai quanto sua mãe e sua irmã eram doadores em potencial, com 50% de compatibilidade, mas a equipe médica optou pela doação do pai.
Desde novembro, Isabel estava internada e, em dezembro, chegou a ser extubada. Durante sua internação, exames revelaram um alto nível de magnésio no sangue e, pouco depois, foi diagnosticada com pneumonia severa. Isabel tinha apenas 15 anos quando recebeu o diagnóstico de linfoma de Hodgkin, um câncer agressivo que afeta o sistema linfático, tendo recebido uma expectativa de vida de apenas dois meses. Aos 17 anos, decidiu compartilhar sua experiência nas redes sociais, onde acumulou mais de 3 milhões de seguidores no Instagram.
Casamento e gravidez controversa
Em 2024, Isabel se casou com Lucas Borbas, de 27 anos. No mesmo ano, gerou polêmica ao anunciar sua gravidez, alegando que os médicos lhe haviam dado uma expectativa de vida de seis meses. “A quantidade de pessoas mal informadas, disseminando ódio, me assusta”, desabafou Isabel sobre as críticas que recebeu. Em seguida, ela compartilhou uma reportagem sobre o assunto e comentou: “[As pessoas] adoram ganhar engajamento, transformando algo belo em algo negativo”.
Isabel também mencionou um post do oncologista Rafael Franco, que expressou preocupação com o “ódio direcionado à maternidade” e citou um comentário que a acusava de “egoísmo” por querer ter um filho. O médico questionou: “Como se pode chamar de egoísmo uma mulher que decide gerar uma criança em seu ventre? Como é egoísmo escolher passar por todas as mudanças e inseguranças que a gravidez traz?”.
Arthur, o filho de Isabel, nasceu prematuro em 29 de dezembro de 2024, após um parto de 32 semanas, devido à progressão do câncer para os pulmões. Isabel interrompeu o tratamento para poder amamentar. “Quando estava fazendo quimioterapia, grávida, não poderia amamentar por um período de pelo menos 10 dias. Mas após o nascimento do Arthur, já havia parado a quimioterapia, pois ela não surtiu efeito. Esperamos ele nascer para que eu pudesse iniciar meu novo tratamento – que, até aquele momento, ainda não havia começado. No momento, não estou em tratamento e estou livre da doença. Posso, sim, amamentar”, explicou na época.
Em maio do ano passado, Isabel anunciou que o câncer estava em remissão. “O que mais me emociona é que, se tudo der certo e essa doença nunca mais voltar, poderei ver meu filho crescer. Essa é a maior alegria da minha vida. Não consigo nem descrever o que estou sentindo”, contou.
Na publicação sobre o falecimento de Isabel, Lucas expressou que ela “viveu intensamente, amou profundamente, lutou até onde foi humanamente possível – e até além”. Ele também falou sobre Arthur, que havia completado um ano recentemente. “Construímos uma família, um amor que não depende do tempo ou da presença física para existir. Ela vive em mim, vive em nosso filho, vive em cada pessoa que foi tocada pela sua força”, declarou.