Na última sexta-feira (26/12), o Ministério da Igualdade Racial publicou uma declaração formal repudiando o incidente de racismo que envolveu a cantora Ludmilla e o apresentador Marcão do Povo. Esse posicionamento do ministério surge após a artista expor o motivo pelo qual decidiu não aceitar uma homenagem que seria feita pelo SBT.
Na nota, o Ministério expressou seu “repúdio e solidariedade” à cantora, enfatizando que ações racistas ferem direitos fundamentais.
“O racismo, independentemente do contexto em que se manifeste, agride a dignidade humana, perpetua desigualdades históricas e compromete a democracia. Racismo é crime e não deve ser normalizado ou ignorado, assim como a liberdade de expressão não deve ser usada como justificativa para desrespeito e violência”, aponta a declaração.
O incidente remonta a janeiro de 2017, quando Marcão do Povo, em seu programa A Hora da Venenosa, da Record, referiu-se à cantora de forma pejorativa utilizando o termo “macaca”. O caso gerou grande repercussão na época e voltou a ser discutido após a declaração pública de Ludmilla.
Em um desabafo nas redes sociais, a artista explicou sua recusa à homenagem do SBT, afirmando que não poderia aceitar um tributo de uma emissora que, em sua visão, ainda dá espaço e visibilidade a pessoas com histórico de racismo. Ludmilla ressaltou que sua decisão estava intimamente ligada ao passado envolvendo o apresentador, que ela mencionou como responsável pela ofensa em 2017.
A declaração do Ministério da Igualdade Racial sublinha a seriedade do caso e se une a outras manifestações públicas em apoio à cantora, destacando a necessidade de combater o racismo em todas as esferas da sociedade.