Ludmilla fez um pronunciamento público informando que não aceitou um convite do SBT para receber uma homenagem na emissora.
A artista expressou seu descontentamento nas redes sociais, explicando que não pode aceitar tributos de um canal que, segundo ela, ainda dá espaço e visibilidade a indivíduos associados a atos de racismo. A cantora se referia ao apresentador Marcão do Povo, que em 2017 fez uso de uma expressão racista ao falar sobre ela.
“Preciso ser franca. Não posso aceitar uma homenagem enquanto essa emissora continua a dar voz e respaldo a pessoas que têm atitudes racistas. Isso é incoerente e inaceitável”, afirmou Ludmilla.
Para reforçar sua indignação, a artista compartilhou um vídeo onde Marcão do Povo agradece à família Abravanel — mencionando Silvio Santos e Iris Abravanel — por ter lhe “estendido a mão” após a acusação de racismo. Ludmilla relembrava as ofensas que recebeu, citando termos depreciativos como “pobre macaca”.
A cantora expressou gratidão ao público que compreendeu a gravidade da situação e se posicionou a seu favor, mas deixou claro que não irá aceitar o preconceito enquanto a emissora mantiver essa postura. “Racismo não se resolve com homenagens, mas sim com responsabilidade. É algo que não consigo entender”, declarou.
Em resposta à reportagem de Splash, o SBT afirmou que repudia qualquer forma de discriminação, destacando que “não compactua com atos, insinuações, discursos ou manifestações de cunho racista”.
O incidente chegou a ser levado à Justiça. Em janeiro de 2017, durante o programa A Hora da Venenosa (Record), Marcão chamou Ludmilla de “macaca” ao comentar sobre uma notícia envolvendo a cantora e seu relacionamento com fãs. “É algo que não dá para entender. Era pobre e macaca, sempre digo, eu era pobre e macaco também”, comentou na ocasião.
O caso se tornou um escândalo nacional e resultou na demissão de Marcão, que foi processado por Ludmilla e pelo Ministério Público por injúria racial. Desde então, ele argumenta que usou um termo regional e que não teve intenção racista. Recentemente, o apresentador do Primeiro Impacto afirmou ter sido “inocentado de qualquer denúncia de calúnia relacionada a crimes de ódio e raciais”. Ludmilla contestou essa afirmação, alegando que não corresponde à realidade. A reportagem de Splash tentou contato com as partes, mas não obteve resposta, uma vez que o processo está sob segredo de Justiça.