Aviso: o texto a seguir contém relatos delicados sobre agressão e pode ser desencadeador de experiências relacionadas a estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Se você ou alguém que você conhece é vítima desse tipo de violência, busque ajuda e faça uma denúncia. Ligue para o 180.
A divulgação de imagens de câmeras de segurança que evidenciam Babal Guimarães agredindo sua atual parceira, Karla Lessa, reabriu feridas em muitas pessoas que já vivenciaram situações semelhantes. Teresa Santos Costa, ex-esposa de Babal e uma das vítimas em um caso que resultou na condenação dele em 2019, decidiu se manifestar em uma entrevista ao portal LeoDias.
Com o recente escândalo que levou à prisão do influenciador e à mudança de sua pena para regime fechado, Teresa enfatizou a importância de que a lei seja aplicada de maneira rigorosa, independente da identidade do acusado. Para ela, é crucial confiar que as instituições cumprirão seu papel, completando o que ela chama de “justiça divina”.
“Acredito profundamente na lei de Deus. Ela pode demorar, mas nunca falha. Contudo, a lei dos homens deve ser cumprida”, iniciou. Ela destacou que, se as autoridades confirmarem a ocorrência de lesão corporal no caso envolvendo Karla Lessa, não deve haver qualquer tipo de privilégio.
“Se for comprovado […] que a lei seja aplicada, independentemente de quem esteja sendo acusado. Tenho fé de que a Justiça cumprirá suas determinações”, acrescentou. Esta nova situação de violência trouxe à tona as memórias da agressão que Teresa sofreu em 2019, quando Babal invadiu sua residência.
Ao comentar sobre a postura da defesa do influenciador, ela expressou seu descontentamento com as justificativas dadas na época. “No meu caso, fui agredida sem chance de defesa, pois não havia tempo. Eram socos incessantes, um após o outro”, recordou Teresa.
“Mesmo tendo sido registrado e anexado ao processo, e visível para as autoridades, a defesa do réu simplesmente alegou que ele agiu em legítima defesa”, disse. Para finalizar, a ex-esposa do influenciador ressaltou que é essencial que as vítimas desse tipo de situação tenham mais visibilidade.