A Polícia Civil de Alagoas (PC-AL), através da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), deu início a um inquérito para investigar as supostas agressões perpetradas pelo influenciador Babal Guimarães contra sua ex-namorada, Karla Lessa.
O que ocorreu
O inquérito investiga o crime de lesão corporal e está sob a supervisão da delegada Ana Luiza Nogueira, que é responsável pelas DEAMs. Embora Karla não tenha registrado um boletim de ocorrência, a natureza da violência doméstica permite que o Estado inicie a investigação independentemente da vontade da vítima. “Trata-se de um crime sério, cuja pena pode alcançar até cinco anos de prisão. O legislador decidiu que crimes graves, especialmente aqueles relacionados à violência contra a mulher, devem ser punidos independentemente da vontade da vítima, pois é do interesse da sociedade que agressores sejam responsabilizados”, esclareceu a delegada Ana Luiza.
Descrição da agressão
Na madrugada da última sexta-feira (28), Lucas Guimarães agrediu a modelo na entrada de um condomínio em Maceió, Alagoas. As imagens do incidente foram inicialmente divulgadas pelo portal Leo Dias. No vídeo, o casal é visto discutindo na calçada, e em um momento, Babal puxa Karla pelos cabelos. Apesar de seus esforços para se afastar, ele a empurra contra a parede e a agride, chegando a lançar um objeto em sua direção. Essa agressão ocorre menos de um ano após Babal ter sido condenado por violência doméstica contra sua ex-esposa, Teresa Santos Costa, recebendo uma pena de 1 ano e 4 meses de prisão em regime aberto em janeiro deste ano.
A equipe do Splash tentou contato com Babal Guimarães por e-mail para obter sua versão sobre o ocorrido, mas até o momento não houve resposta. A reportagem também busca entrevistar Karla Lessa e manterá o espaço aberto para atualizações.
Lucas Guimarães, irmão de Babal e apresentador do SBT, expressou apoio a Karla durante uma participação ao vivo no programa Fofocalizando. “Não apoio qualquer forma de agressão. Encorajo as mulheres a usarem suas vozes para levar esses indivíduos à justiça, inclusive meu irmão… Estou cansado de pagar um preço muito alto. Conheço meu caráter. As mulheres têm um papel fundamental na minha vida”, declarou emocionado.
Denuncie
Se você testemunhar um ato de agressão contra mulheres, ligue para o número 180 e faça sua denúncia. A violência doméstica é, na maioria das vezes, perpetrada por parceiros ou ex-parceiros, mas a Lei Maria da Penha se aplica também a agressões cometidas por familiares.
As denúncias podem ser feitas pelo número 180 — a Central de Atendimento à Mulher, que opera em todo o Brasil e no exterior, 24 horas por dia, com chamadas gratuitas. O serviço oferece orientação de especialistas e encaminhamentos para serviços de proteção e apoio psicológico. Também é possível entrar em contato via WhatsApp pelo número (61) 99656-5008.
Além disso, é viável realizar denúncias pelo Disque 100, que investiga violações de direitos humanos. O aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) também estão disponíveis. Vítimas de violência doméstica têm até seis meses para formalizar denúncias. Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar uma medida protetiva de urgência.