O portal LeoDias obteve, com exclusividade, informações atualizadas sobre o caso de Larissa Ferrari, ex-namorada do atleta de futebol Dimitri Payet, a respeito da posição do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) no processo em que o jogador enfrenta acusações de violência psicológica sob a Lei Maria da Penha. De acordo com fontes ligadas ao caso, o parecer traz desdobramentos desfavoráveis à defesa do jogador, além de manter a possibilidade de novas acusações serem adicionadas à denúncia.
O documento revela que o MP rejeitou claramente o pedido da defesa de Payet para considerar um “arquivamento implícito” e para afirmar que o réu “nunca praticou violência física, sexual ou psicológica”. O órgão afirmou que não há arquivamento implícito na ação penal, mencionando jurisprudência dos tribunais superiores. Com a negativa dos pedidos da defesa, ainda existe a chance de Payet ser processado por crimes sexuais e físicos.
Assim, o jogador continua sendo acusado de violência psicológica, conforme detalhado na denúncia, que abrange eventos ocorridos entre meados de 2024 até março de 2025. A defesa de Larissa pediu ao MP que o episódio de 22 de janeiro de 2025, em que o jogador supostamente a constrangeu e manipulou para gravar um vídeo humilhante como “prova de amor”, fosse mais detalhado na acusação. No entanto, o MP considerou que esse evento já está contemplado no período mencionado na denúncia e que não são necessários mais detalhes nesta fase, citando decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que afirmam que os pormenores podem ser esclarecidos durante a instrução criminal.
Além disso, a acusação solicitou ao MP que a violência sexual fosse adicionada como uma nova acusação. Em sua manifestação, o MP afirmou que é necessário aguardar a evolução da instrução, dada a complexidade dos relatos que envolvem práticas sexuais do tipo BDSM, fato que ainda não possui elementos suficientes para uma inclusão imediata da acusação. Contudo, o órgão enfatizou que isso não impede a adição posterior, caso surjam indícios de crimes contra a dignidade sexual durante a fase de depoimentos e coleta de provas.
O MP também não aceitou o pedido da defesa de Payet para que fosse reconhecido um arquivamento implícito do suposto crime de lesão corporal. Isso significa que a possibilidade de inclusão desse crime no futuro permanece, dependendo das evidências que surgirem na instrução.
Ao final do documento, o órgão solicitou a citação de Dimitri Payet, que ainda não se manifestou em relação às acusações, o prosseguimento normal do processo e a tradução completa das mensagens de WhatsApp anexadas ao caso. O portal LeoDias está tentando contatar a defesa de Dimitri Payet para obter uma posição sobre a situação e mantém o espaço aberto para esclarecimentos.