A atriz Giulia Costa, de 35 anos, compartilhou sua experiência como vítima de agressão em um episódio de seu podcast, ao lado da mãe, Flávia Alessandra. Durante a conversa, ela revelou que seu ex-namorado a agrediu com um tapa no rosto, mas enfatizou que as manifestações de controle e comportamentos abusivos começaram muito antes desse incidente. “Ele começou a criticar o comprimento do meu short, por exemplo. A violência tem raízes mais profundas”, afirmou.
Giulia também comentou sobre a dificuldade de reconhecer a situação como um ato de violência, mesmo tendo consciência sobre o tema. “Felizmente, consegui sair dessa situação rapidamente. Porém, ainda assim, me vi nesse dilema de pensar: ‘Isso não foi uma agressão, não foi violência doméstica, porque foi apenas um tapa’. É algo muito confuso”, explicou.
Ela destacou que admitir a violência é um processo doloroso e complicado, levando muitas vezes a uma minimização dos fatos: “É impressionante, ela levou um tapa no rosto, como isso não seria uma agressão?” refletiu Giulia.
Flávia Alessandra, sua mãe, ofereceu apoio incondicional durante esse período difícil. “Ela me disse: ‘Eu te criei a vida inteira sem nunca levantar a mão para você’. Lembro que ela expressou o desejo de poder me proteger de todas as formas, e essa lembrança ficou gravada em mim”, compartilhou Giulia.
É importante lembrar que, se você for testemunha de um caso de agressão contra mulheres, pode denunciar pelo número 180. A violência doméstica geralmente é cometida por parceiros ou ex-parceiros, e a Lei Maria da Penha se aplica também a casos de agressão por familiares.
As denúncias podem ser feitas através da Central de Atendimento à Mulher, disponível 24 horas por dia, com ligação gratuita em todo o Brasil e no exterior. Também é possível contatar pelo WhatsApp no número (61) 99656-5008. O Disque 100 é outra opção para reportar violações de direitos humanos.
Além disso, existem recursos como o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, onde vítimas de violência doméstica podem registrar uma denúncia até seis meses após o ocorrido. Se você se sente ameaçada, é possível solicitar uma medida protetiva de urgência.