Chiara Ferragni, aos 38 anos, é uma empresária e influenciadora italiana que pode ser sentenciada a um ano e oito meses de detenção, conforme solicitação do Ministério Público de Milão.
A situação se refere a acusações de fraude em campanhas de caridade, de acordo com informações veiculadas pela mídia local. Os promotores do caso alegam que Ferragni teria obtido ganhos indevidos por meio do projeto “Pink Christmas”, enganando seus seguidores e consumidores.
O esquema teria gerado 2,2 milhões de euros (cerca de R$ 13,7 milhões). O projeto se baseava na venda de pandoros, um doce natalino tradicional na Itália, e ovos de Páscoa.
Os produtos utilizavam a imagem da influenciadora e prometiam destinar parte da arrecadação a um hospital infantil em Turim e a uma ONG que apoia crianças com deficiência. No entanto, a investigação revelou que apenas uma doação de 50 mil euros foi realizada antes do início da campanha, e Ferragni teria recebido 1 milhão de euros, sem transferir valores diretamente ao hospital.
A influenciadora, que já chegou a um acordo com associações de defesa do consumidor para compensar os compradores afetados, mantém sua inocência. “Agimos sempre de boa fé, ninguém lucrou com isso”, afirmou ela ontem em tribunal.