O humorista Danilo Gentili, de 46 anos, se pronunciou após surgirem suspeitas de desvio de verbas no My Fucking Comedy Club, a casa de comédia que ele gerencia em São Paulo.
Como as alegações vieram à tona? Recentemente, o clube decidiu suspender os shows aos domingos e o serviço de delivery. Em um comunicado emitido por Gentili e pela conta oficial do estabelecimento, a equipe explicou que essa interrupção foi necessária “em virtude dos eventos descobertos”. A mensagem também prometeu que “em breve” seriam divulgados “todos os detalhes sobre a triste canalhice” que estaria em andamento.
Quem é o principal suspeito? A página do clube divulgou uma matéria do iG que aponta Bruno Lambert, humorista e gerente do local, como o principal implicado em um esquema de irregularidades. A situação ganhou notoriedade depois que o comediante Léo Lins, amigo de Gentili, publicou um vídeo denunciando o caso.
Como funcionaria o suposto esquema? Segundo Léo Lins, o gerente teria montado uma espécie de “rachadinha” com os garçons, desviando parte do dinheiro que era arrecadado no bar. O comunicado assinado por Gentili também mencionou que clientes começaram a enviar “diversas provas e extratos” que corroborariam a suspeita de desvio.
Qual a posição do clube? Diante das denúncias, o My Fucking Comedy Club declarou que o espaço foi criado para garantir liberdade aos comediantes — “não aos ladrões”, conforme um trecho da nota.
E quanto a Bruno? Lambert desativou suas redes sociais e ainda não se pronunciou sobre as acusações. A equipe do Splash tentou entrar em contato com ele e aguarda uma resposta. O texto será atualizado caso haja retorno.
Quem é Bruno Lambert? Lambert trabalhou por nove anos no Banco Safra, enquanto seguia sua carreira de humorista em paralelo. Em fevereiro de 2023, ele foi denunciado ao MP-SP por uma piada que foi considerada capacitista.
“Você já comeu uma cadeirante? Eu também não. Sabe por quê? Porque não dá. Coloquei-a de quatro, ela murchava. Aí, você tinha de pegá-la aqui, abaixa. Parece crossfit, entendeu?” – Bruno Lambert, em uma piada que gerou a denúncia.
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) acionou o MP devido à suposta prática de discriminação e violação do Estatuto da Pessoa com Deficiência. Após mais de um ano, em setembro de 2024, o STJ concluiu que não houve intenção de ofender.
Embora o inquérito tenha sido arquivado, Lambert foi demitido e alegou que sua dispensa não foi uma “coincidência”. “Fui demitido e não acredito que seja coincidência, mas que seja mais um ônus por ser comediante e pela exposição que a deputada me deu com a denúncia”, escreveu em suas redes sociais na época. Gentili, então, contratou Lambert como gerente do My Fucking Comedy Club. Além de gerenciar, ele também se apresentava na casa.