Duas competidoras do Miss Universo 2025 decidiram abdicar de seus títulos em meio a um evento repleto de controvérsias.
O que ocorreu
Olivia Yacé, de 27 anos, que representou a Costa do Marfim e ficou em quinto lugar, anunciou ontem sua saída do concurso e a renúncia ao título de rainha continental da África e Oceania, devolvendo a faixa.
Em um comunicado, Olivia explicou que sua escolha foi motivada pela necessidade de “permanecer fiel aos seus princípios de respeito, dignidade, excelência e igualdade de oportunidades”. Ela acrescentou: “Esse compromisso em ser uma influência positiva é o que orienta minha decisão hoje”.
A renúncia de Olivia não foi um caso isolado. Brigitta Schaback, de 28 anos, Miss Estônia, também anunciou que deixará o Miss Universo Estônia em virtude de discordâncias com a postura da direção nacional. Brigitta enfatizou que seus valores estão voltados para o empoderamento feminino e que continuará sua atuação de forma independente. Ela já havia expressado desconforto após a entrevista preliminar, mencionando perguntas que considerou inadequadas para o contexto do concurso.
As organizações nacionais da Costa do Marfim e da França também se manifestaram, solicitando esclarecimentos sobre o processo de votação. O tradicional Miss France indicou a possibilidade de se retirar da edição de 2026 caso não haja respostas satisfatórias.
A instituição ressaltou que, ao apoiar e representar marcas de seus países, merece transparência. “Um erro pode ocorrer, mas essa sequência de falhas precisa ser justificada. Sabemos que não somos os únicos; outras nações também estão levantando essas questões”, declarou a organização do Miss France.
A edição de 2025 foi marcada por várias controvérsias. A mexicana Fatima Bosch foi coroada Miss Universo 2025 na última sexta-feira, em uma cerimônia realizada na Tailândia. Sua vitória seguiu-se a um incidente em novembro, quando Bosch foi alvo de insultos do executivo tailandês Nawat Itsaragrisil, uma das figuras responsáveis pela realização do concurso deste ano.
A conquista de Fátima representa a quarta vitória do México na história do Miss Universo.