Jodie Sweetin, de 43 anos, famosa por seu papel como Stephanie Tanner na série ‘Três É Demais’ e no spin-off ‘Fuller House’, revelou que seu contato com drogas começou aos 14 anos, durante o casamento de sua colega de elenco, Candace Cameron Bure.
Em entrevista ao podcast ‘Skinny Confidential’, a atriz descreveu essa experiência como muito mais do que um simples episódio curioso. “A primeira vez que bebi foi aos 14 anos… no casamento da Candace, e eu acabei desmaiando de tanta bebida”, confessou.
Ela rememorou o primeiro porre como uma vivência “horrível”, “desconfortável” e “vergonhosa”. “Eu estava na mesa, bebendo, longe da minha mãe, e eles começaram a servir taças de vinho… e eu pedia: ‘Quero mais um pouco, por favor'”, recordou. “Minha mãe ficou horrorizada”, acrescentou.
Mais do que um fato isolado que poderia ser visto com humor, Jodie destacou que, mesmo se sentindo “horrorizada no dia seguinte” e “péssima”, algo dentro dela havia mudado. “Pensei: ‘Uau, isso foi divertido'”, contou.
Ela identificou esse acontecimento como um divisor de águas para um estilo de vida autodestrutivo. “Por volta dos 15 ou 16 anos, percebi que estava bebendo e aproveitando a noite de uma maneira que meus amigos não faziam, e eles me diziam: ‘O que você está fazendo? Se acalma.’ Eu pensava: ‘Preciso encontrar pessoas que também usem drogas.’ Era como procurar grupos que não me fizessem sentir tão mal pelo que estava fazendo”, explicou.
Jodie já havia discutido suas lutas com vícios, incluindo álcool, cocaína, metanfetamina e ecstasy. Ela lembrou que seu consumo de álcool aumentou após o fim de ‘Três É Demais’ em 1995, após anos de trabalho ininterrupto.
Apesar dos desafios, a atriz reconhece que sua carreira e status como figura pública lhe garantiram oportunidades de buscar ajuda. “Para ser justa, isso me deu algumas chances de tratamento que talvez eu não tivesse tido se não tivesse trabalhado na infância. Mas é extremamente difícil [quando] você tem que lidar com os seus erros publicamente”, comentou.
Ela também mencionou suas experiências em reabilitação após recaídas, inclusive após se tornar mãe. “Tem sido uma montanha-russa, mas já se passaram 16 anos desde que deixei de beber álcool e 13 anos desde minha última recaída com medicamentos após um acidente de carro”, finalizou.